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Vencedores serão divulgados amanhã

Márcia Duran
| Tempo de leitura: 2 min

Este ano, a Quarta-Feira de Cinzas vai continuar com ares de Carnaval em Bauru. É que depois de 10 anos sem competição no Carnaval de rua, a cidade vai conhecer amanhã as escolas e blocos vencedores dos dois dias de desfile no Sambódromo Municipal.

A apuração do desfile começará às 9h e interditará, pela manhã, uma das principais ruas do Centro da cidade: a Primeiro de Agosto, em frente à Praça Rui Barbosa. Os jurados analisaram nove quesitos para as escolas de samba e quatro quesitos para os blocos. Os envelopes com as notas do 18 jurados (dois por quesito) serão abertos a partir desse horário, no Automóvel Club de Bauru. Como o comércio abre a partir das 12h, a previsão dos organizadores do Carnaval é que até esse horário os vencedores já sejam conhecidos e o trânsito seja desimpedido no local.

Um sistema de alto-falantes na sacada do Automóvel Club permitirá que os integrantes das escolas e blocos e as torcidas acompanhem a apuração na rua e na Praça Rui Barbosa. Dentro do Automóvel Club, só serão permitidos cinco representantes de cada escola e três de cada bloco, além dos organizadores do Carnaval.

Somente ontem à noite foram divulgados os nomes dos jurados do Carnaval 2011 em Bauru. Apesar dos jurados estarem no Sambódromo no domingo, em uma área onde podiam ser vistos e fotografados, não foi permitido o acesso da imprensa a eles.

No último Carnaval com competição em Bauru, em 2001, a Cartola foi aclamada a campeã pela sexta vez consecutiva.

Um por um


Bateria - É o coração da escola, uma verdadeira orquestra de percussão. Aquela que levantou a galera, unindo criatividade e técnica, tem vantagem sobre as outras.


Harmonia - Neste quesito, a capacidade da escola de desfilar sem buracos entre uma ala e outra, sem haver amontoamentos dos componentes ou correria, revelando desorganização, são os pontos que são avaliados.


Evolução - Todo o percurso da escola é avaliado neste quesito, na combinação perfeita entre coreografia, canto e dança.


Samba-enredo - O samba-enredo, como o próprio nome diz, tem de absorver o enredo proposto pela escola, procurando não fugir dele. A simplicidade pode ser a chave. O uso de refrões fortes e a conseqüente lembrança pelo público, que cante junto durante o desfile, são pontos fundamentais na hora da votação.


Mestre-sala e porta-bandeira - O casal que desempenha este papel representa a escola na avenida, como símbolos da entidade, apresentando a bandeira da escola ao público. Qualquer tropeço ou um movimento inadequado (como deixar a bandeira bater no mestre-sala), de acordo com as rígidas regras, pode fazer a escola perder pontos.


Comissão de frente - Esta ala apresenta a escola ao público, e a nota dez é garantida pela simpatia ao saudar a plateia.

Alegoria e adereços - Avalia os carros alegóricos e os acessórios das escolas.


Temas que fujam muito da realidade, esdrúxulos e complicados fazem a escola perder pontos.


Fantasia - As fantasias não podem fugir do enredo. A criatividade, sem dúvida, conta muitos pontos.


Tensão e correria marcam a concentração

A pior hora do Carnaval. Foi dessa forma que Paulo Madureira, dirigente da Cartola, chamou a concentração. Antes de blocos e escolas entrarem na Passarela do Samba, essa área do Sambódromo ferve. Passistas correm para os últimos retoques das fantasias, os carros ganham os últimos detalhes e destaques são levantados até seus postos nos carros por guindastes. E, quando tudo isso é feito sob chuva, a tensão aumenta ainda mais. Porém, nos minutos antes do portão se abrir para dar início ao desfile de cada grupo, a bateria esquenta e todas as preocupações dão lugar a sorrisos e música.

Na noite de sábado, a primeira do desfile no Sambódromo, a Rainha da Diversidade, Laetra, corria para ajeitar a fantasia. "Não dá um frio na barriga. Dá um inverno inteiro", resumiu. Luiz Ferreira de Lima, o Rei Momo, era só felicidade. "Dá gosto ver o Carnaval voltar ao Sambódromo", revelou. A Rainha do Carnaval, Francina Manson, concordou. "Voltou com força total".

Primeiro bloco a desfilar, o Estrela do Samba, de Tibiriçá, levou 120 componentes para a Passarela do Samba, sob uma fina chuva. Minutos antes do início, a presidente do grupo, Dulcineia Cosme Leizico, convidou todos a participar de uma oração. Tão logo o Pai-Nosso foi encerrado, a bateria voltou a esquentar para levar o enredo "Não importa a sua idade, o importante é ser feliz".

Em seguida, o bloco especial É Isso Memo, de Ismael Pereira, levou centenas de componentes para a passarela, com um samba sobre a importância de preservar os recursos hídricos do planeta. "Fizemos um trabalho social muito forte com a comunidade. Por isso estamos aqui", afirmou o presidente do bloco do Núcleo Geisel. Durante a correria dos preparativos, um dos destaques do grupo, Thaís Raquel, de 16 anos, estava preocupada em encontrar o seu lugar no bloco. "O Carnaval está voltando. Por isso temos que fazer melhor que o ano passado", afirmou.

No momento em que a Tradição da Zona Leste começava a se preparar para desfilar seu samba sobre o arco-íris, a chuva apertou. Mas é preciso chuva para fazer o arco-íris aparecer, e os componentes da escola sabiam disso. Tanto que pareciam ainda mais animados.

Na concentração, Chiquinho Saes, presidente da agremiação, corria para distribuir fantasias e organizar as alas. "Essa parte é uma correria. Uma verdadeira loucura", disse.

Vítor Sales Silva, presidente da Unidos do Samba, aproveitava a concentração para afinar a bateria. Com um enredo destacando tudo de bom que o sábado oferece, ele não se importava com a chuva. "Ela lava a nossa alma", afirmou. Componente da ala dos bosques, Cláudia Moschim veio do Mary Dota para desfilar. "É minha primeira vez no Sambódromo. O coração está disparado", confessou.

Muita correria nos bastidores da Acadêmicos do Cartola, maior escola a desfilar no sábado. Com um samba que homenageava as mulheres, a agremiação caprichou na produção, distribuiu panfletos com a letra de seu samba para a plateia e, como recompensa, recebeu muitos aplausos. O som das primeiras batidas da bateria já fez as 13 mil pessoas da plateia levantar.

Maria Inês Silveira, com a fantasia Mãe Africana, já estava sambando antes da escola começar o desfile.

O bloco especial Beija-Flor Periferia Legal levou uma torcida animada para o Sambódromo. O refrão do samba que trazia Lampião e a Zona Leste foi cantado em coro pela plateia, que foi recompensada com uma pausa da chuva. O público que vibrou com o grupo levou até um bandeirão. O time de futebol amador do bairro, que já foi duas vezes vencedor do campeonato de futebol amador de Bauru, é um dos responsáveis por levar tanta gente para o Sambódromo.

O desfile de sábado foi fechado pela escola Coroa Imperial, como samba SOS Natureza. "O tempo conspirou a nosso favor. Vamos desfilar sem chuva", comemorava a dirigente Lúcia Barbosa. Avelino Souza, presidente da agremiação, pediu maior apoio por parte da prefeitura. "É por amor que a gente faz Carnaval. Mas o município poderia ajudar mais", reiterou. A escola começou a desfilar pouco depois da 1h15 de domingo.


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1 - Samba-enredo

Antonio Luiz F. Ramos (Tonhão "Cabeça de Poeta") - jornalista, radialista, poeta e compositor

Alfredo Luiz Gonçalves - professor de música, formado em música clássica com especialização em música brasileira

(Obs: também analisarão esse quesito para os blocos)

2 - Evolução

Jorge Bongeovani - radialista e jornalista

Merene Caroline Lobato - educadora física e fisiologista do exercício, professora de dança e proprietária do Centro de Dança Corpo Livre

(Obs: também analisarão esse quesito para os blocos)

3 - Alegorias e adereços

Odil Zepper - consultor e produtor de modas, coordenador do curso de design de moda da USC, organizador de eventos e proprietário do mundo hype treinamento e capacitação para a moda

Mara mazetto - formada em educação artística com habilitação em artes plásticas

(Obs: também analisarão esse quesito para os blocos, incluindo fantasias)

4 - Enredo

José Reginaldo Furtado - artista plástico, musicista, escritor e radialista

Roberto Caliani Janeiro - jornalista, produtor cultural, professor e estudante de pedagogia
(Obs: também analisarão esse quesito para os blocos)

5 - Comissão de frente

Cahê Scarcela Mendes - web designer e designer gráfico

Zuleika Lea Lemos de Almeida Gonsalves - professora de história e pedagoga

6 - Bateria

Rosa Tolon - professora e coordenadora do curso de música da Universidade Sagrado Coração (USC)

Cesar Berton -músico, guitarrista e professor. Integra o corpo docente da USC, é professor de arte e educação musical. Bacharel e mestre em música pela Unicamp

(Obs: também analisarão esse quesito para os blocos)

7 - Fantasia

Ana Caroline Munis Mensato (Carol Munis) - consultora de moda, imagem e estilo, personal stylist e visual merchandisig

Carmem Laranjeira - formada em educação artística com habilitação em artes plásticas, doutora em artes visuais pela Universidade de Barcelona.

8 - Harmonia

Dalva Aleixo - relações públicas, jornalista, gestora cultural e especialista em cultura popular

Bruno Astolfi - relações públicas, criador de campanhas publicitárias, assessor de imprensa e analista de marketing

9 - Mestre-sala e porta-bandeira

Paulo Rogério Pereira - técnico, produtor e gestor cultural, ator e diretor teatral e coordenador da Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes

Robson Luiz Pereira Gonçalves - designer de produtos, designer de modas, atuando no desenvolvimento de produtos e criação de modas

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