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Folia eleva em até 40% automedicação contra ressaca


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O Carnaval aumenta em até 40% a automedicação contra os sintomas da ressaca. O hábito, que parece inofensivo, pode custar muito caro à saúde, principalmente nesta época do ano. Quem nunca se empolgou em uma festa animada e extrapolou nas doses de bebidas alcoólicas? O problema é que, no dia seguinte, os efeitos da ingestão exagerada de álcool não são nada agradáveis. Dor de cabeça de enlouquecer qualquer folião, tontura, azia, mal estar e aquele gosto de guarda-chuva na boca são os principais sintomas da ressaca. E para atenuar os desconfortos, as farmácias oferecem grande variedade de comprimidos e fórmulas líquidas ou mesmo em pó. Porém, para que a festa do Rei Momo não se transforme em um pesadelo, é preciso estar atento aos perigos da automedicação.

"Alguns remédios podem atenuar a dor de cabeça momentaneamente, porém, podem causar irritação no estômago. É o caso de medicações (usadas para combater mal estar e enjôo) e pílulas que contém ácido acetilsalicílico", alerta o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antonio Bertozzo Sabbag.

De acordo com Sabbag, o ideal é não exagerar na quantidade de álcool, mas, em todo caso, o indicado é intercalar a ingestão de bebida alcoólica com água e evitar o consumo de comidas gordurosas durante a bebedeira. "Os excessos é que são prejudiciais. Se a pessoa não passar da conta e não se esquecer de tomar bastante água entre um copo e outro de bebida, provavelmente ela não sentirá os efeitos da ressaca".

Mas é fato que muitos foliões exagerem nas doses. Prova disso são as farmácias que registram o aumento nas vendas de analgésicos e remédios para aliviar o mal estar estomacal e do fígado. "Posso dizer que, nessa época do ano, há um aumento de até 40% na procura por antiácidos, analgésicos e medicamentos para mal estar e enjoo", aponta a farmacêutica Luciana Viana.

Ainda segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, é importante informar ao farmacêutico sobre o uso de outros medicamentos que, combinados às formulas de remédios "antirressacas", podem trazer prejuízos à saúde. "Com os muitos casos de dengue registrados na cidade, o alerta deve ser ainda maior, já que, em casos de suspeita da doença, muitos remédios devem ser evitados".

Alguns cuidados: nunca tome uma dose maior do que a recomendada por achar que o medicamento irá resolver o problema mais rapidamente. Ao contrário, isso é prejudicial ao organismo. O uso desses medicamentos com a ingestão de álcool pode causar tontura, perda da coordenação motora e redução dos reflexos, o que piora ainda mais a situação do motorista embriagado. Analgésicos combinados com álcool podem causar irritação na mucosa gástrica.

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