Internacional

Otan ameaça intervir na Líbia

Folhapress
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Washington - A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aumentou ontem a pressão internacional sobre o ditador líbio, Muammar Gaddafi. O secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, exigiu uma transição rumo à democracia e advertiu que pode haver reação militar se Gaddafi continuar usando a força para conter a revolta popular.

"Se Gaddafi e suas forças militares continuarem atacando sistematicamente a população, não posso imaginar que a comunidade internacional fique somente olhando", disse Rasmussen. "Muita gente pelo mundo se verá tentada a dizer: "façamos algo para deter este massacre?", completou.

Rasmussen ressaltou, contudo, que a aliança não tem prevista nenhuma ação militar e só agirá se for solicitada e contar com autorização da ONU (Organização das Nações Unidas).

"A Otan não tem intenção de intervir, mas como organização de segurança nossa obrigação é fazer um planejamento prudente para qualquer eventualidade", explicou Rasmussen em entrevista coletiva.

Os analistas da Otan estão elaborando planos sobre possíveis cenários da revolta -o que inclui uma intervenção militar. "Temos de estar prontos para agir rapidamente", afirmou Rasmussen.

Sem querer antecipar possíveis eventos, o secretário-geral da Otan deixou claro que a comunidade internacional não permanecerá impassível se os ataques do regime de Gaddafi contra a população continuarem.

Armas para rebeldes


À medida que se prolonga o conflito na Líbia, crescem as pressões dentro dos EUA para que o governo americano forneça armas para as forças rebeldes - e Washington já diz não descartar essa hipótese.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou ontem que armar os rebeldes é uma das alternativas que estão sendo estudadas. "A opção de fornecer assistência militar está na mesa porque nenhuma opção foi retirada da mesa."

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