Brasília - Flagrada em vídeo recebendo dinheiro, Jaqueline Roriz (PMN-DF) saiu da comissão especial da Câmara sobre reforma política, depois de pressão de seu partido. A deputada federal também deve ser investigada internamente pela Câmara, afirmou o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS).
Além disso, o procurador-geral Roberto Gurgel pretende levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Jaqueline pediu desligamento da comissão após o PMN divulgar nota dizendo lamentar "que a deputada tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão". O documento afirma, porém, que a legenda vai "aguardar o desenrolar dos acontecimentos".
"Aprendi que os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal e, neste contexto, solicito a minha substituição na Comissão Especial representando o PMN", disse a deputada por meio de uma nota. Ela será substituída na comissão por Carlos Alberto (PMN-RJ).
Na nota divulgada ontem, Jaqueline não se pronuncia sobre o vídeo em que ela e o marido aparecem recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.
A saída da comissão da reforma política era um dos pedidos do PSOL, que anunciou que entrará com representação na corregedoria da Câmara.
Marco Maia também formalizou ontem o envio de pedido de informação sobre o caso ao Ministério Público e informou que dará celeridade à instalação do Conselho de Ética da Casa. A escolha do presidente do colegiado, responsável por analisar pedidos de cassação de mandato, deve acontecer na próxima quarta-feira.
Segundo o presidente, uma das primeiras missões do Conselho será analisar se atos cometidos antes do mandato de um deputado podem ser investigados internamente.