Tribuna do Leitor

Reforma constitucional


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O presidente do Senado anunciou que irá constituir uma comissão para estudar a reforma política da Constituição Brasileira. Parece-me oportuno e necessário que todas as classes sociais se manifestem, urgentemente, para demonstrar a insatisfação com a política reinante, Todos devem opinar, principalmente as entidades de classe, sindicatos, associações, políticos (inclusive), imprensa, televisão, escritores, atores e autores, todos visando melhorar a classe política e a distribuição da riqueza nacional, cerceando a plutocracia existente em nosso País a fim de que o povo possa, realmente, participar e contribuir para o desenvolvimento da Nação.

Um dos temas que poderá ser estudado, entre outros, que os entendidos apresentarem, poderia ser a valor do voto, transformando-o em voto pessoal do candidato e não do partido. Com isso os mais votados teriam assento nas bancadas, independentemente da sigla partidária, e suas substituições seriam examinadas também pelo número de votos obtidos pelo candidato.

A distribuição da riqueza deveria entregar ao município a maior parte do quinhão, pois é na região que se produz a riqueza. Deveria, portanto, ficar com os municípios a maior parte da receita tributária, dando à União tão somente o suficiente para mantê-la na defesa nacional. As aposentadorias deveriam ser uniformes para todos os cidadãos, independentemente do cargo ou função que ocupem, exigindo-se sempre o mesmo critério de número de contribuições e o mesmo teto para funcionário público, professor, médico, profissionais liberais, políticos de qualquer espécie etc. Não é justo que "alguns" tenham aposentadorias privilegiadas em detrimento da população que constrói a riqueza do País.

Não importa o cargo ou função, a aposentadoria deve ser uniformizada para funcionários ou trabalhadores de diferentes categorias. A aposentadoria deve ser um prêmio para as pessoas que efetivamente produziram,e não uma forma de rendimento. As educações, populares ou científicas, devem ser gratuitas. As empresas particulares de ensino seriam subvencionadas.

A saúde como dever do estado. É evidente que, além destes temas, outros poderão ser discutidos, até em forma de plebiscito para se apurar a realidade nacional. Para isto é preciso liderança. É preciso que a mídia participe ati-vamente, demonstrando seu real valor de terceiro poder. Vamos todos, em uníssono, discutir o assunto, sem precisar nos servir de revoluções como soe acontecer em países d?além mar.

Espero que este alerta possa despertar as consciências adormecidas para uma realidade que, agora, pode nos transformar numa democracia que assegure os direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.


Itamir Crivelli

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