O Brasil institucional é cheio de privilégios. Aposentadoria integral para funcionários públicos, onde o limite alcança R$ 27 mil mensais, enquanto para o setor privado pagamos por 35 anos a previdência e, mesmo recolhendo por 10 salários, ou seja, R$ 5.450,00, recebemos no máximo R$ 3,8 mil mensais, isso se o fator previdenciário não nos sugar parte dos nossos direitos. Neste mesmo País dos vips, um parlamentar, sem consultar seus eleitores, reajusta seus proventos em 62%, enquanto trabalhadores comuns recebem um pouco mais do que a inflação.
Para alcançar uma aposentadoria de R$ 6,9 mil mensais, um ex-eleito pelo povo para o Congresso precisa apenas contribuir por oito anos, ou duas legislaturas. E nós, brasileiros de segunda classe, repetindo, precisamos contribuir por 35 anos para receber no máximo R$ 3,8 mil mensais...
Mas a orgia não para por aí! A Câmara dos deputados estendeu benefícios de plano de saúde para ex-parlamentares. Com R$ 280,00 por mês, inclusive seus familiares podem usufruir R$ 32,9 mil com despesas hospitalares por ano, R$ 25,9 mil com dentistas e ainda são cobertas despesas de cirurgias e tratamento médico no Exterior. Pode?!
Enquanto isso, outros 190 milhões de brasileiros, excluindo estes vips das nossas instituições, para conseguir consultas em hospitais públicos esperam por 90 dias e para internações de urgência, com um pouco da sorte, encontram vagas, se não ficam pelos corredores como se fossem lixo humano, ou morrem por falta de atendimento.
Este País jamais será desenvolvido enquanto tivermos estes privilégios à custa da miséria alheia...
O autor, Paulo Panossian, é colaborador de Opinião - e-mail: paulopanossian@hotmail.com