Bairros

Mulher morre atropelada na Bauru-Jaú

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Uma mulher de 33 anos morreu ontem, por volta de 11h45, após ser atropelada no quilômetro 226 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (conhecida como Bauru-Jaú), em Bauru. Zilda Mendes dos Santos Scarpin estaria no acostamento da pista esperando uma carona junto com sua irmã, Deuselina Mendes dos Santos Scarpin, 35 anos, quando houve o acidente. Mas as versões dos envolvidos na ocorrência são diferentes.

Paulo Luciano Perez, 36 anos, dirigia a caminhonete Hilux, placas DNZ 0225, de Panorama (SP), quando, por motivos que ainda serão esclarecidos pelas investigações, atropelou as duas irmãs. Zilda não resistiu aos graves ferimentos sofridos e morreu na hora.

De acordo com informações colhidas junto à Polícia Militar (PM) Rodoviária e ao próprio condutor da caminhonete, o motorista seguia pela rodovia rumo a Panorama, cidade onde reside.

"Eu estava na pista direita, sentido Bauru-Jaú, quando vi as duas no acostamento conversando e gesticulando. Não sei por que elas entraram na pista e eu tentei desviar, mas não consegui. Não sabia o que fazer, se eu parava ou se continuava andando, porque parecia que o corpo de uma delas estava enroscado embaixo do carro", relatou Paulo, ainda consternado com o ocorrido.

O condutor do veículo ainda ressalta que sempre faz esse trajeto pela rodovia e que nunca se deparou com situação parecida. "Eu nunca imaginei que elas fossem atravessar. Sempre faço esse trajeto para ir para Panorama e nunca me aconteceu nada", acrescentou.

O socorro foi acionado pelo próprio motorista e por outros condutores que passavam pelo local no momento do acidente. Deuselina foi levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) pela unidade de resgate da concessionária viária que administra a rodovia, com ferimentos leves.

Ela precisou passar pelo setor de ortopedia do Hospital de Base (HB) de Bauru para colocar uma tala em uma das mãos, possivelmente fraturada, e teve alta em seguida. Já sua irmã Zilda morreu no momento do impacto e nem chegou a ser socorrida.

Perícia

A frente e a lateral direita da caminhonete ficaram totalmente destruídas. No acostamento da pista ficaram caídos pedaços do farol e do para-choques do veículo. Peritos da Polícia Científica estiveram no local para analisar a ocorrência e recolher material para os trabalhos da perícia.

A autoridade plantonista da Polícia Civil de Bauru também compareceu ao local para acompanhar os peritos. O caso foi registrado como atropelamento de pedestre e será investigado para que sejam esclarecidas as causas.

Segundo as funcionárias do Pronto-Socorro Central de Bauru, Deuselina chegou gritando em estado de choque na unidade de atendimento de saúde, e mal sabia falar o próprio nome corretamente. Na tarde de ontem, a equipe de reportagem do Jornal da Cidade conversou com a vítima pelo telefone. Muito abalada, ela contou a sua versão dos fatos.

"Nós estávamos no acostamento conversando. Viemos para Bauru na casa de conhecidos e estávamos esperando um pessoal que ia buscar a gente e nos levar de volta até Dois Córregos, onde nós moramos. Eu só ouvi um barulho e minha irmã rolando. Eu fui atingida também, mas comigo não aconteceu nada. Nós fomos atropeladas no acostamento, não chegamos a atravessar a pista", relatou com poucas palavras, poucas horas após o acidente que culminou com a morte de sua irmã Zilda.

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Perigo

O trecho localizado na altura do quilômetro 226 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Jaú), onde ocorreu o atropelamento com vítima fatal ontem, é marcado por esse tipo de acidente. O último atropelamento com morte ocorrido na via, mais precisamente na altura do Jardim Tangarás, foi o do andarilho Gladston de Toledo Rebuá, 61 anos.

Ele foi atingido por volta das 22h do dia 24 de dezembro do ano passado, véspera de Natal, por vários carros e morreu em consequência dos ferimentos. O primeiro motorista que o atropelou fugiu sem prestar socorro. Seu corpo só foi identificado cinco dias depois da fatalidade.

Aproximadamente um quilômetro antes de onde aconteceu o atropelamento de Zilda Mendes dos Santos Scarpin, 33 anos, na manhã de ontem, há uma passarela para que pedestres façam a transposição da via sem risco de serem atropelados.

Geralmente, quem atravessa a rodovia e acaba se arriscando naquele trecho fora da passarela são moradores dos bairros Jardim Tangarás, Santa Terezinha e Distrito Industrial 2. A Polícia Rodoviária salienta o alto risco de atravessar rodovias fora das passarelas apropriadas para pedestres, e pede para que as pessoas não façam isso.

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