Brasília - Réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal José Genoino foi nomeado ontem assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso, revelado pelo jornal "Folha de S.Paulo" em 2005, ocorreu durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Genoino responde no STF por corrupção passiva e formação de quadrilha. Na época, ele presidia o PT.
Agora integrante do segundo escalão da Defesa, Genoino participou da Guerrilha do Araguaia, maior foco de resistência armada à ditadura, nos anos 70. Ele foi capturado pelo Exército em 1972.
Apesar do passado na luta armada, ele mantém bom trânsito com os militares. Sua função será a de articulador político com outros ministérios e com o Congresso.
Petista nega trampolim
À reportagem Genoino negou que sua nomeação sirva como trampolim para futuramente assumir o posto de ministro. "Não existe de minha parte segundas intenções nem nada."
Genoino se disse favorável à aprovação integral do projeto de lei encaminhado pelo governo ao Congresso, que cria a Comissão da Verdade.
Em documento enviado ao ministério no ano passado, o Exército defende uma série de modificações na proposta do Executivo. Pelo novo cargo, José Genoino receberá R$ 8.988,00 mensais.