Internacional

Iêmem: povo rejeita oferta do presidente e vai às ruas


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Sanaa- Dezenas de milhares de manifestantes marcharam nas ruas do Iêmen ontem para mostrar ao presidente Ali Abdullah Saleh que suas ofertas de reforma não vão influir sobre a exigência dos manifestantes de saída imediata do presidente.

Os protestos ficaram violentos na cidade portuária de Aden, no sul do país, onde duas pessoas foram feridas por tiros e três desmaiaram sob o efeito de gás lacrimogêneo, quando a polícia tentou dispersar milhares de manifestantes.

Homens armados não identificados mataram quatro soldados que patrulhavam a cidade de Hajarain, no sudeste do país, disse uma autoridade local.

Uma onda de turbulência, inspirada parcialmente pelas revoltas populares no Egito e na Tunísia, vem enfraquecendo o controle de Saleh, no poder há 32 anos, sobre seu país pobre, vizinho da gigante petrolífera Arábia Saudita. O Iêmen abriga uma ala regional ágil e ambiciosa da Al Qaeda.

Iemenitas lotaram ruas e vielas em volta da Universidade de Sanaa, na maior manifestação na capital desde que os protestos começaram, em janeiro. Cerca de 30 pessoas foram mortas desde então.

Mas dezenas de milhares de partidários de Saleh também encheram a praça Tahrir do Iêmen, exibindo fotos do líder veterano.

Repórteres da Reuters avaliaram o número de manifestantes reunidos em Sanaa em mais de 40 mil. Dezenas de milhares de pessoas participaram de marchas em Taiz e Ibb, ao sul da capital.

Celebrando o que chamaram de "sexta-feira sem retorno," os manifestantes desprezaram a oferta feita por Saleh na quinta-feira de uma nova Constituição a ser votada este ano, além de reformas eleitorais.

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