Cultura

Bauruense cai no gosto jovem

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min

O músico bauruense Felipe Mafra, hoje em São Paulo, caiu no gosto das adolescentes fãs de bandas como Restart e NX Zero. Considerado a nova sensação da cena pop, o cantor abriu, no final de janeiro, o show do grupo internacional All Time Low - principal inspiração do happy rock brasileiro - e seu novo clipe, "Na Contramão", pode ser conferido na MTV. Entre as razões da conquistada popularidade entre o público teen estão os trabalhos firmados pelo músico com a Capricho, como a participação em festivais promovidos pela revista adolescente e a composição da música de abertura do reality show Temporada de Moda Capricho, exibido pelo canal Boomerang.

"Os adolescentes me aceitam muito e é esse público que tem prestigiado meus shows, que fez meu trabalho acontecer. E eu adoro, porque é um público maravilhoso. Os jovens são muito abertos e, se eles gostam, abraçam a causa, divulgam na Internet", comenta Mafra sobre sua aceitação pelo segmento teen que, segundo ele, aconteceu de forma natural. "Em nenhum momento eu decidi: ?vou fazer música para adolescente?. Foi um casamento que deu certo; é um som que os agradou, é um som que me agrada", frisa.

Apesar de não incomodá-lo, a comparação com bandas como Restart não fazem sentido para o músico. Para Felipe, por conta até da sua idade - o músico tem 29 anos - seu trabalho revela-se mais maduro e busca outros públicos, além do adolescente. "Digamos que estamos na mesma prateleira. Já dividi palco com Restart, com Fresno, com NX Zero; a mesma galera que prestigia essas bandas me prestigiam, mas não temos muito a ver", acredita.

"Meu som é um pouco mais maduro que o deles, não no sentido de qualidade. Eu já estou menos preso nessa coisa de um único estilo, estou menos preocupado em ficar fazendo música para um único nicho", completa.

Para Felipe Mafra, dois momentos foram decisivos para seu mergulho, definitivo, no mundo da música. O primeiro deles data de 2001, quando o bauruense, ainda na sua cidade natal, mandou uma de suas composições a um festival de música em Juiz de Fora (MG) e saiu vencedor. "Isso me fez acreditar que era possível levar as coisas adiante", comenta.

O outro foi marcado pela assinatura de contrato com a Capricho, porta de entrada do artista para os palcos. Atualmente, o músico comemora o prenúncio de um novo ciclo. Em estúdio para a gravação do seu segundo trabalho - o primeiro foi um EP lançado em 2005 -, Mafra considera a versatilidade a principal qualidade do novo disco. "Ele vem com uma pegada bem eclética. Não é só pop rock. Flerta com o reggae, traz uns som mais pesados, sem deixar de lado as baladinhas mais românticas", enumera sobre "Bora Viver", que será composto por 12 faixas.

Entre elas, estão a que dá nome ao disco, a introspectiva "Canção que eu fiz", as já lançadas "Na Contramão" e "Capricho do Destino" (tema do programa Temporada de Moda Capricho) e a "queridinha" do músico "Começar de Novo". "Ela tem a alma do disco", explica a preferência. A previsão é de que o disco seja lançado até junho.

Sobre Bauru, cidade que deixou aos 20 anos, após formar-se em publicidade, Mafra diz sentir falta dos bares, das festas na Unip e, claro, da família. "Eu morro de saudade. Antes conseguia voltar mais, mas agora ficou mais difícil e estou levando vários puxões de orelha dos meus pais por conta disso", brinca. O desejo do músico é voltar a pisar em um palco bauruense, agora profissionalmente. "Tocava muito no Bar do Espanhol, nas festas da faculdade. Espero que depois do lançamento do CD eu consiga levar um show bem bacana para Bauru", finaliza.

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