São Paulo - Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que cerca de 78% das pessoas responsáveis pelos domicílios em todo o Brasil, sejam elas homens ou mulheres, se sentem seguros em sua ocupação atual, dado levemente inferior a janeiro (80%).
Todas as regiões do País apresentam números superiores à média nacional, exceto o Nordeste (68%). Quando o foco da pergunta passa para os demais integrantes da família, o otimismo diminui: 70% sentem segurança nas ocupações de todos os membros.
O item faz parte do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), que aponta ainda que os brasileiros continuam otimistas também em relação à situação socioeconômica do País.
O indicador registrado no mês de fevereiro (65,3 pontos) recuou 2,8% ante o mês anterior, janeiro, (67,2 pontos), mas o dado ainda indica otimismo segundo a metodologia aplicada.
Essa é a sétima edição da pesquisa mensal do Ipea, realizada em 3.810 domicílios distribuídos por mais de 200 municípios em todos os Estados do Brasil.
Todas as regiões apresentaram queda no índice. O Centro-Oeste apresentou a maior pontuação em fevereiro (73,6), seguido do Sul (65,9%).
Sobre a situação econômica do país, 61,8% das famílias dizem acreditar que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, ante 64% no mês anterior.
O levantamento mostrou ainda que 75,5% das famílias brasileiras indicaram estar melhor financeiramente atualmente do que um ano atrás, percentual ligeiramente menor que no mês anterior (76,8%).
No outro lado, houve aumento de 17,6% para 19,3% na proporção de famílias que acreditam ter piorado de vida em termos financeiros.
Consumo
No item sobre consumo de bens duráveis, 55,2% das famílias brasileiras afirmaram que o momento é muito propício, contra 38,7% que não acham o momento ideal para as compras.
Na análise sobre endividamento, os resultados se mantiveram praticamente inalterados em relação aos do mês anterior, com 8% que se consideram muito endividados e 50,7% que afirmam não possuir nenhuma dívida atualmente.
Sobre o pagamento dessas dívidas, cerca de 15% das famílias brasileiras entrevistadas afirmaram que terão condições de quitá-las totalmente e outras 45% dizem que poderão quitá-las apenas parcialmente.
Outras 38% famílias disseram ainda não ter condições de pagar suas dívidas - indicador "preocupante", segundo a análise doos especialistas do Ipea.