Internacional

Toda unanimidade é burra


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O leitor Pedro Valentim, enviou a esta tribuna uma crítica ao artigo do empresário Ricardo Coube criticando o fato de Lula estar cobrando R$ 200.000 para participar em eventos de marketing empresarial, ou seja, o equivalente por hora a 64.000 horas de trabalhadores que recebam o salário mínimo. O Lula que peitava o governo em greves no ABC para beneficiar trabalhadores ficou há 30 anos atrás. O Lula de hoje é um fenômeno de marketing que não reflete nem mesmo suas opiniões pró-prias, mas o que o público local quer ouvir e o que pesquisas qualitativas dos marqueteiros mostram na ânsia de mais popularidade.

Alem disto, a popularidade é efêmera. Prova disso é que FHC venceu o hoje popular Lula no primeiro turno em duas eleições, estas sim as únicas pesquisas válidas, ao contrário de pesquisas de opinião facilmente manipuladas.

Discordo do também do termo "preconceito" utilizado pelo leitor Valentim aplicado ao articulista Ricardo, pois parece que ele (Valentim) realiza isto sim um "patrulhamento ideológico" e deste patrulhamento não escapa nem o vereador Segalla, que ainda é chamado deselegantemente de desinformado. Parece isto sim que "preconceito" é o que Valentim expressa por estes dois leitores que expressaram democraticamente sua opinião da qual se pode concordar ou discordar, mas nunca tentar desqualificar ou calar.

Passou ainda despercebido ao "informado" leitor no final ao fazer um pedido pela população líbia o esquecimento de que no governo Lula o ditador Gaddafi era abraçado e chamado pelo ex-presidente de "amigo e irmão" e que os civis afetados são líbios e não libaneses (naturais do Líbano), como distraidamente mencionou. Também ficou difícil de entender é o que Valentim entende como "sindicalismo de resultado" que, ao contrário de sua afirmativa, nunca foi um termo aplicado à ação Lula e sim a seus opositores sindicalistas.

E ainda corrigindo outro erro histórico do leitor: Lula e seu PT se abstiveram de votar em Tancredo no colégio eleitoral e, se dependesse dele, teríamos ficado mais 6 anos sob regime militar, portanto, é um enorme exagero creditar à luta de Teotônio, Ulisses, Montoro, Mario Covas, Brizola, Araes, Tancredo e tantos outros à de Lula.


Márcio M. Carvalho

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