Tribuna do Leitor

UMA DÚVIDA SOBRE O HOSPITAL DA UNIMED


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No dia 11 de janeiro de 2011, precisamos transferir nossa mãe para este hospital, inconsciente, com suspeita de AVC. Após examiná-la, o doutor que ali estava de plantão nos afirmou que o caso era grave e que ela seria encaminhada para internação na UTI. Fizemos o que era necessário para uma internação, documentos, plano de saúde, telefones (residencial e livre com identificador de chamadas).

Todos os dias nos revezávamos para o horário da visita na UTI, em que só entram duas pessoas. Lá ficávamos sabendo notícias que o médico havia deixado. Essa visita à UTI durou cinco dias. No dia 16, chegamos ao hospital para a visita das 12 horas, ficamos sentadas na recepção aguardando a entrega do crachá de identificação. Em fila, fomos pegar o crachá, qual foi a nossa surpresa, não tinha crachá: nossa mãe tinha falecido às 7h05 da manhã, conforme certidão de óbito e, segundo a enfermeira da UTI, não tinham conseguido contato para avisar a família.

Por essa demora na informação, tivemos que pagar para a agência funerária o valor de R$ 400,00 para preparação do corpo, pois um filho chegaria de viagem no dia seguinte. Fica aqui nossa dúvida: será que na troca de plantão, esqueceram de avisar nossa família? Ou seria falta de atenção mesmo? Será que alguém responsável pelo setor de ouvidoria do hospital, ao ler esta matéria, conseguiria entrar em contato conosco pelos mesmos telefones que deixamos? Aguardamos ansiosos uma posição do hospital de renome, para que isso não venha a ocorrer com outras pessoas, que têm seus parentes internados lá e que aguardam notícias por telefone.


Familiares de Mercedes R. Fernandes

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