Tóquio - Por uma questão puramente de sobrevivência, o Japão acabou se tornando modelo mundial em construções anti-terremotos.
Na década de 1990, os novos prédios começaram a implementar certos padrões - e os antigos, a adaptar-se a eles - para evitar que a população perdesse suas casas no recorrente fenômeno.
Desde então, resistência e flexibilidade são os princípios que movem a construção civil em todo o país.
"Os prédios grandes têm uma espécie de amortecedor na base para permitir que aguentem os tremores e que não aconteça uma ressonância do tremor no edifício??, explica o engenheiro geotécnico Alberto Sayão, da PUC-RJ.
Esse sistema é composto de borracha ou de um espaço preenchido com fluido -geralmente algum tipo de óleo. Revestimentos de teflon também são utilizados na base para permitir que o prédio "deslize?? e não rache.
De acordo com ele, os materiais escolhidos nas obras também fazem parte da matemática anti-sísmica.
"Em países como o Haiti, as pessoas construíam casas de barro. Por isso houve tantas mortes (no terremoto de 2010)??, completa o geofísico Afonso Vasconcelos Lopes, do IAG (Instituto de Geofísica, Astronomia e Ciências Atmosféricas), da USP.
Construções menores têm menos restrições, como espessura mínima da base e paredes.