Internacional

Raio de isolamento de usina nuclear em risco chega a 20 quilômetros no Japão


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Japão - Uma usina nuclear no norte do Japão vazou radiação em quantidades ainda desconhecidas e sofreu uma forte explosão em decorrência do terremoto que atingiu o país antemontem, matando ao menos 564 pessoas - o total, porém, pode passar de 1.300.

O governo retirou toda a população num raio de 20 km, mas afirma que o vazamento não é grande.

A explosão ocorreu na usina de Fukushima 1 (250 km a nordeste de Tóquio) por volta das 16h30 locais (4h30 no Brasil). Imagens de TV mostraram uma grande quantidade de fumaça saindo do prédio. Quatro funcionários se feriram.

Antes mesmo do acidente, técnicos já haviam detectado um vazamento de césio, mas o governo procurou tranquilizar a população, afirmando que a explosão não causou danos mais graves.

"Nós confirmamos que o reator não foi danificado. A explosão não ocorreu dentro do contêiner do reator. Assim, não houve vazamento de grande quantidade de radiação??, disse Yukio Edano, chefe da secretaria do gabinete, em entrevista coletiva hoje à noite.

"Neste momento, não houve um grande mudança no nível de vazamento de reação do lado de fora, portanto gostaríamos que todos reajam com calma??, completou Edano. Segundo o governo, a explosão foi provocada por um aumento da pressão no reator após falha do sistema de resfriamento. Para contornar a situação, os técnicos bombeavam água do mar.

Segundo a imprensa no Japão, o governo avalia que o número de mortos na tragédia pode passar de mil, a maior parte afogada pelas ondas que atingiram mais de dez metros de altura.

Em Tóquio, onde o terremoto foi sentido com sentido intenso, mas sem provocar maiores dados, metrô e ruas estavam mais vazios do que o habitual, após o governo orientar a população a ficar em casa.

Os moradores do país passaram o dia atentos aos avisos de tremores enviados aos celulares. Os serviços de metrô funcionaram precariamente, em meio a exaustivas checagens com relação possíveis danos.

Em alguns tremores mais fortes de ontem, os trens paravam temporariamente. Foram ao menos dezenas ontem, das quais uma chegou a 6,8 graus, forte o suficiente para provocar mais estragos.

Os trens-bala que ligam a capital até a zona atingida continuam fora de serviço. Ontem à noite, a reportagem só conseguiu chegar até a cidade de Utsunomiya, a cerca de 200 km da cidade portuária de Sendai, a mais próxima do epicentro. Segundo o estudante brasileiro Pedro Burjack, que vive na cidade de Sendai, o centro teve a energia religada na tarde de ontem. Alguns mercados voltaram a funcionar hoje, garantindo o abastecimento. "Os alunos estrangeiros nos abrigaram numa escola ao lado do dormitório (da universidade), junto com famílias japonesas.??

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