Em meio à cidade grande, dentro de um emaranhado de concreto, violência e desamor, nasce uma flor cada vez mais rara cha-mada Esperança. Todos ficaram atônitos ao verem a maravilha deslumbrante da espécie. Suas pétalas refletiam a alegria e seu aroma exótico e agradável fizeram a vida das pessoas prosperar. Durante cinquenta anos a planta floresceu e em todo este tempo a vida se tornou algo magnífico.
Porém, certo dia, uma nuvem tão negra quanto a noite cobriu o céu e, com ela, veio uma terrível chuva, antigamente conhecida como guerra. Os cidadãos tentaram de todas as formas protegerem a sua preciosidade. Mas já era tarde, o solo estava en-charcado com aquilo que mais parecia um ácido e aos poucos foi corroendo as raízes da querida herbácea.
A maldita tempestade se foi, deixando para trás o rastro de destruição e desgraça. A fonte da felicidade havia morrido e todo ser vivente já se via na amargura. Todavia, quando se pensava no fim inevitável, um brilho surgiu no peito daquilo que restara. Eram as sementes depositadas no coração da humanidade. A verdadeira esperança reside em nosso interior, só cabe a nós cuidar para eu seu brilho, ardente como o sol, nunca se apague.
Vinicius Luiz da Silva Rodrigues