Regional

ONG denuncia descarte em ?lixão?

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Itapuí - Interditado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) desde 2009, o "lixão" de Itapuí (44 quilômetros de Bauru) ainda é destino do lixo da cidade, segundo denúncias da ONG Instituto Socioambiental Eco Vida.

De acordo com o levantado feito pelo presidente da entidade, José Vitor Ficcio, desde outubro do ano passado, os resíduos - que deveriam ser encaminhados a Guatapará - , estariam sendo descartados no local, inativo por falta de licenças prévias de instalação e operação de forma irregular. A ONG estipula que o volume de lixo acumulado no depósito desde então seria de 260 caminhões.

"Há várias denúncias, por exemplo, de catadores que trabalham no local que não está sendo feito o trabalho de levar o lixo para Guatapará. Fui até o local e constatei a grande quantidade de lixo que já está tomando conta do acostamento da estrada. O lixão está saturado, não tem condições de suportar nenhum descarte", afirma Ficcio que ficou de entregar hoje ao promotor Jorge João Marques Oliveira, de Jaú, um relatório contendo todas as irregularidades do local.

Segundo ele, os danos pelo descarte inadequado das 16 toneladas diárias de lixo coletadas na cidade, já podem ser observados. "Devido ao grande acúmulo de lixo, que não está sendo descartado de forma adequada, o chorume gerado tem descido para o córrego Olhos D?água, estacionando em cordões de nível das usinas de cana e, quando chove, a enxurrada leva o lixo para o canavial e córrego", enumera.

Por meio de nota, a prefeitura de Itapuí informou que, devido às chuvas intensas no decorrer dos últimos 10 dias no município, houve um atraso no envio do lixo doméstico para Guatapará por parte das empresas contratadas, mas que o serviço já estaria normalizado. O transporte do lixo para a cidade a 150 quilômetros de Itapuí, foi a medida paliativa encontrada pela prefeitura depois da interdição do "lixão".

Uma área para a construção de um aterro chegou a ser escolhida e ter licença prévia da Cetesb, porém a negociação com a proprietária do local, a Usina Cosan, emperrou. Segundo a prefeitura, uma nova área próxima ao antigo depósito de lixo está em fase de desapropriação, na tentativa de solucionar o problema definitivamente.

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