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Fluxo de grãos até porto de Paranaguá segue afetado pelos danos na BR-277


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Curitiba - O fluxo de soja, milho e outras mercadorias para o segundo maior porto brasileiro, o de Paranaguá (PR), continuava praticamente paralisado ontem, devido ao estrago causado pelas fortes chuvas do final de semana na rodovia e na ferrovia de acesso ao porto.

Os carregamentos de navios com soja, farelo de soja e milho foram retomados na manhã de ontem, após as chuvas terem interrompido a atividade na madrugada de ontem, segundo fonte do porto.

Os três navios sendo carregados vão levar 160 mil toneladas de grãos. A capacidade de armazenamento do porto está completa, com cerca de 1,5 milhão de toneladas de grãos em silos e armazéns.

Com o tempo seco, o porto de Paranaguá pode carregar 100 mil toneladas de grãos por dia, mas conseguiu carregar apenas 25 mil toneladas nas últimas 24 horas, devido às chuvas.

Existem 22 navios na fila para carregar grãos, principalmente soja, farelo e milho, disse a fonte do porto.

As chuvas do final de semana sob a rodovia BR-277, que desce pela Serra do Mar em direção ao porto, causaram estragos nas pontes da estrada, informou a Polícia Rodoviária Federal ontem. Os problemas com as pontes se concentram na região litorânea, entre os quilômetros 29 e 12, segundo a Ecovia, concessionária da rodovia.

Caminhões de grãos estão começando a ser liberados aos poucos para passar pela via trafegável, mas a movimentação continua lenta devido à capacidade limitada da rodovia.

O porto recebe os outros 30 por cento de grãos por meio da ferrovia da América Latina Logística. A ferrovia também está paralisada desde sexta-feira, devido às pesadas chuvas, disseram fontes da empresa.

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