Hoje completa exatamente um mês que a polícia encontrou, em Bauru, a casa que funcionava como "Quartel-General" (QG) dos bandidos e de onde partia um dos segmentos do túnel que seria utilizado para assaltar a empresa de segurança e transporte de valores Protege, na avenida Nações Unidas. Entretanto, ninguém havia sido preso até ontem.
"Já ouvimos muitas pessoas, porém, não podemos passar detalhes da investigação para não atrapalhar o andamento. Descobrimos que toda a reforma feita nessa casa foi paga em dinheiro vivo", aponta Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde o caso está sendo investigado
Se for considerada toda a história, o período de investigação é ainda maior. O início foi em 3 de fevereiro, quando funcionários da Prefeitura Municipal localizaram na quadra 3 da avenida Nações Unidas um túnel com 30 metros de extensão. A obra partia da galeria pluvial abaixo do canteiro central, terminando na empresa de segurança e transporte de valores Protege.
A polícia informou que havia várias entradas públicas possíveis para a galeria, como a do próprio rio Bauru, localizada na avenida Nuno de Assis. Entretanto, no dia 17 do mesmo mês, foi descoberto um segundo túnel. Dessa vez, a obra partia de uma casa e terminava na quadra 2 da Nações, cerca de 150 metros da Protege.
No dia seguinte, ao percorrer essa nova escavação, foi localizada a casa que era utilizada pelos bandidos.