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Bebidas ficarão mais caras em 3 meses

Folhapress
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Brasília - Produtos com forte alta de consumo nos últimos anos, a cerveja, o refrigerante e a água mineral engarrafada vão pesar ainda mais no bolso do consumidor. Nos próximos dois meses, os preços das bebidas devem sofrer um aumento de mais de 10%.

Segundo Milton Seligman, vice-presidente da AmBev e de entidades representativas do setor, os preços ficarão mais altos em decorrência do repasse ao consumidor do aumento de impostos sobre o setor.

O governo decidiu reajustar a tabela de preços do setor (que se refere tanto aos produtos quanto às embalagens), utilizada como referência para a cobrança dos impostos sobre as bebidas. "O setor de cervejas brasileiro é um dos que mais pagam impostos no mundo", disse Seligman após reunião no Ministério da Fazenda.

Na prática, quanto mais altos forem os preços nessa tabela, maior é o pagamento dos impostos no setor.

Essa tabela de preços vinha sendo mantida desde janeiro de 2009. O governo não havia realizado nenhum reajuste como medida para estimular o setor após a crise econômica. "Agora o diagnóstico é que, passada a crise, volta a vida normal, com os reajustes", diz Seligman.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial, acumula de janeiro de 2009 a fevereiro deste ano uma alta de 12,3%.

Em compensação, a cerveja acumula alta mais considerável no período, de 17,31%, enquanto os refrigerantes e água mineral subiram 16,6%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, o IBGE divulgou a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que mostrou que o brasileiro consumiu entre 2008 e 2009, em média, mais refrigerante do que pão francês e mais cerveja do que macarrão.

O setor apresentou para o governo uma proposta para evitar esse aumento dos impostos que não foi aceita. Entre os termos oferecidos estavam um investimento total de R$ 7,7 bilhões no ano, além da abertura de 60 mil novos empregos.

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