Internacional

Japão eleva gravidade de acidente nuclear


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Tóquio - No dia em que a tripla tragédia - terremoto, tsunami e vazamento radioativo - que atingiu o Japão completou uma semana, a agência nuclear japonesa elevou oficialmente a gravidade do acidente de 4 para 5, numa escala internacional que vai até 7.

O desastre de 11 de março já é a maior catástrofe natural do Japão. Seu número oficial de mortes chegou hoje a 6.911, ultrapassando o total de mortos no terremoto de Kobe em 1995 (6.434). Há, ainda, 10.692 desaparecidos.

Na Escala Internacional de Eventos Nucleares, o nível 4 refere-se a acidentes "com consequências de alcance local". O 5 define aqueles "com consequências de maior alcance?? e maior liberação de material radioativo. No grau 7, há amplos efeitos na saúde humana e no ambiente.

A elevação equipara o acidente na usina de Fukushima 1 ao pior da história dos EUA, quando houve derretimento parcial do núcleo do reator de Three Mile Island, em 1979. Tchernobil, que matou 50 na ex-URSS em 1986, atingiu o nível 7 na escala.

Apesar da mudança na classificação, o governo japonês não aumentou a área de onde os moradores têm de ser retirados - ela continuou sendo um raio de 20 quilômetros em torno dos reatores.


Energia religada


Ontem seguiram as tentativas de resfriar os reatores com o auxílio de sete caminhões de bombeiro que arremessavam água do mar. Enquanto isso, engenheiros continuavam tentando religar a energia elétrica para que o sistema original de resfriamento volte a funcionar.

Segundo a Tepco, a linha de transmissão externa já foi conectada à usina e os engenheiros tentarão religar o sistema, começando pelo reator 2, neste final de semana.

Pela primeira vez, o governo do Japão reconheceu não ter respondido à tragédia com a rapidez adequada. Segundo seu porta-voz, Yukio Edano, os planos de contingência feitos pelo governo não conseguiram antecipar as dimensões do desastre.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, o japonês Yukiya Amano, reuniu-se hoje com o premiê Naoto Kan e se queixou de não ter recebido do Japão informações adequadas sobre o acidente.

Segundo Amano, a comunidade internacional precisa de informações corretas e rápidas. Ele voltou a chamar o acidente de "muito sério?? e disse que as autoridades "correm contra o relógio??.

Kan prometeu prover a AIEA do "máximo de informações?? e classificou a catástrofe como "um grande teste para o povo do Japão??.

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