Tribuna do Leitor

Tristeza e alegria


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Tristeza, porque nossa esposa Leny Bombini de Castro ficou 25 dias no Hospital Beneficência Portuguesa entre a vida e a morte.

Tristeza porque quando precisávamos de transfusões de sangue, como anônimos numa cidade grande, recorremos à Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e 6ª Circunscrição do Serviço Militar para fazerem as doações. Não apareceu nenhum militar para fazê-las. Foram atenciosos nos pedidos, mas sem resultados concretos. Isso foi no mínimo omissão de todas as corporações, que foram criadas para servir, defender e salvar o seu povo. Alegria, porque ela foi muito bem tratada no Hospital pelo corpo clínico, em especial o dr. José Eduardo Bergami Antunes, e a todos os funcionários deste Hospital, sem exceções.

Alegria, porque ela retornou ao nosso Lar e está se recuperando devagar sua saúde. Alegria, porque o nosso jornal predileto, o JC, publicou nos dias 11 e 13/03/2011 o nosso apelo por doadores de sangue. Alegria maior pelos bons e boas samaritanas que atenderem nosso apelo e foram doar seus sangues sem nos conhecer, mas cumpriram o 2º Mandamento da Lei de Deus: Amai o próximo como a ti mesmo.

Foi mais de uma dezena deles, cujo registro está no Banco de Sangue do Hospital Beneficência Portuguesa. Não vamos declinar seus nomes, porque poderíamos esquecer de alguém, que foi muito importante.

O que poderemos fazer por eles, orar a Deus pedindo a Ele, que os proteja sempre junto, a seus familiares por toda a vida.

Depois desse sufoco, que passamos vai aqui nossas sugestões:

1. Que essas corporações se reciclem e preparem seus comandados para estes atos simples, que também são para servir o povo simples e humilde.

2. Que as universidades e faculdades de Bauru orientem seus bichos e veteranos a doarem sangue. Com isso os nossos hospitais não terão falta de sangue em seus bancos para atenderem seus pacientes. É o nosso ponto de vista. Até breve.


Oliveiros Alberto de Castro

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