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Energia nuclear - algo interessante de se pensar

Raphael Posteraro
| Tempo de leitura: 2 min

Do ponto de vista econômico, não tenhamos dúvida de que a energia nuclear é superior. Produz-se uma quantidade imensa de energia com pouco recurso, o lixo é pequeno e há pesquisas que buscam e revelam possíveis tra-tamentos a ele. Entretanto, se levarmos em consideração os  riscos que ele oferece, veremos que eles anulam seus benefícios, tornando-a perigosa e inviável. Tragédias como as do Japão, em março de 2011, revelam tal afirmação. Além disso, as usinas nucleares privilegiam modelos de distribuição centralizados, o que é ruim, pois um problema técnico pode afetar uma rede grande, às vezes do tamanho de ci-dades e Estados, fazendo centenas ou milhares ficarem se eletricidade, como ocorrido no apagão de 2010 no Brasil, quando uma falha na Usina de Itaipu deixou o país no escuro.

Os riscos são altíssimos e as conseqüências muito ruins, pois uma usina pode gerar grandes áreas de contaminação que irão perdurar por muitos anos. Não podemos nos esquecer que uma negligência por parte do lixo também pode causar sérios problemas. Se descartado de maneira incorreta ele pode gerar áreas de contaminação extensas.

O Brasil está caminhando para sua "era nuclear", mas isso deve ser freado. É evidente que ele vai crescer e se desenvolver, mas há outras formas de conciliar isso e uma delas é com um maior investimento em energia limpa e descentralizadas, como painéis solares em cada casa, microbarragens, energia eólica etc. A maior barreira para que isso ocorra é o interesse que as grandes companhias e construtoras têm sobre os modelos energéticos, pois um modelo descentralizados iria baratear a energia e possibilitar acesso mais livre a ela, o que não é de interesse das grandes companhias. Além disso, as grandes construtoras perderiam seus fieis clientes, os governos.

Nós também devemos fazer a nossa parte, primeiramente exigindo posturas mais justas na escala sócio-ambiental para o programa energético brasileiro e, claro, fazendo o que todo bom cidadão faz: usar a energia com racionalidade. Outra proposta é propor um plebiscito de voto facultativo sobre o tema, afinal, o brasileiro tem o direito de escolher de onde virá a energia que ele vai consumir.


O autor, Raphael Posteraro, é colaborador do Opinião

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