O caso da troca de dois bebês recém-nascidos que morreram na Maternidade Santa Isabel no final de fevereiro deste ano teve um desfecho na esfera administrativa. A sindicância instaurada pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - que administra a maternidade e o Hospital de Base - concluiu que a falha foi de uma funcionária do necrotério do HB, para onde os bebês foram levados após a constatação da morte. Segundo a assessoria de imprensa da AHB, ela será demitida por justa causa.
Os dois bebês eram do sexo feminino e tinham o primeiro nome idêntico. Uma das mães, de 19 anos, grávida de gêmeos, passou mal e foi levada para a Maternidade no dia 21 de fevereiro. Após um parto complicado, um dos recém-nascidos faleceu no dia 24.
A outra mãe, de 43 anos, estava com a cesariana marcada para o nascimento de sua filha também na Santa Isabel, para 25 de fevereiro. Contudo, a criança, que foi diagnosticada desde os 4 meses de gestação com anencefalia (má-formação fetal do cérebro), morreu instantes após o parto.
Após a morte, os dois recém-nascidos foram conduzidos ao necrotério do HB. Enquanto um dos bebês continuou no setor, outro foi retirado pela Funerária São Vicente.
Segundo o assessor de imprensa da AHB, Zarcillo Barbosa, no dia em que o primeiro bebê foi retirado do necrotério, a funcionária não teria acompanhado o agente da empresa funerária.
"Quem deve entrar no necrotério é o funcionário do hospital, e não o agente funerário. Foi uma falta grave por parte da funcionária, e por isso, ela será demitida", diz.
Segundo Zarcillo, os bebês tinham identificação do nome por dentro e por fora da roupa. "Mas como o agente funerário achava que só tinha um recém-nascido no local e o primeiro nome era o mesmo, provavelmente não percebeu o erro. Por isso, quem deveria tê-lo orientado era a funcionária do necrotério, que sabia que havia dois bebês no local", acrescenta o assessor da AHB.
A reportagem entrou em contato com a funerária, mas não houve um pronunciamento oficial sobre o caso até o fechamento desta edição.