Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu ontem, por unanimidade, aplicar censura ética à ex-ministra Erenice Guerra nas acusações de tráfico de influência.
Na prática, a medida funciona como um reconhecimento de que a ex-ministra teve conduta não condizente com o cargo que ocupava. A medida não a impede de assumir um cargo público, mas adiciona um aspecto negativo em seu currículo de servidora pública.
A ministra deixou o cargo em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral, após denúncias de tráfico de influência.
Parentes da ex-ministra, que sucedeu a presidente Dilma Rousseff na Casa Civil quando ela deixou o posto para disputar a eleição, teriam intermediado contratos de empresas com entidades ligadas ao governo.
Segundo o relator do caso, Fabio Coutinho, a segunda censura ética - a primeira foi aplicada há 6 meses- mostra que o Estado brasileiro não considera a conduta compatível com o cargo que era exercido por Erenice. A ex-ministra da Casa Civil tem dezdias, a partir da notificação, para pedir à comissão uma reconsideração da decisão.