Tribuna do Leitor

ASSASSINATO À LUZ DO DIA


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A era que Lula legou ao Brasil inclui, dentre muitos disparates, o cinismo nas propagandas governamentais e o assassinato da língua pátria, identidade máxima de uma nação.

A presidente Dilma, com a ousadia herdada de Lula, ordenou que só se referissem a ela como presidenta (sic), já que ela é a primeira mulher a ocupar o cargo. Isso seria motivo para reinventar a língua? Muitas "estudantas" de jornalismo têm seguido a ordem presidencial e, sem nenhum pudor, divulgam essa aberração gramatical.

Outra "tolice sexual" está no fato de começarem os discursos "brasileiros e brasileiras". Ora, neste caso o substantivo no plural passa a ser comum de dois gêneros,ou seja, já se refere a homens e mulheres, entenderam, "deputados e deputadas"?

Esse simplismo intelectual vem de encontro com a lógica petista de mudar o Brasil pelo uso da retórica. A logomarca de Lula "Brasil, um país de todos", sintetizou a sistemática lavagem cerebral de oito anos, mesmo que o tal "Brasil de todos" tenha sido loteado entre "poucos" feudos políticos. Dilma, em continuidade, criou a logomarca "Brasil, um país rico e um país sem pobreza". Pronto: ela acabou com a pobreza do país. Simples assim! Acabou! Não existe mais! Seremos novamente bombardeados com milhões de propagandas e, mais uma vez, o delírio coletivo sucumbirá no irreal.

Não importa que 60 milhões de brasileiros ainda estejam abaixo da linha de pobreza. Se o governo fala que o país é rico, é a senha para os comuno-socialistas defenderem o governo que "acabou com a pobreza", ofendendo-se com quem discordar.

O que me incomoda não é a burrice, mas o fato de quererem que todos nos tornemos burros em nome de uma política que desnorteia a ética e a identidade de um povo.


Ivan Goffi

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