Jerusalém - Uma pessoa morreu e outras 34 ficaram feridas ontem após a explosão de uma bomba em uma parada de ônibus em um bairro judeu de Jerusalém. Esse foi o primeiro ataque terrorista com explosivos registrado na cidade desde 2004.
A bomba havia sido colocada dentro de uma sacola, entre uma cabine telefônica e a parada de ônibus, que estava lotada. Estilhaços de ferro mataram uma mulher de 59 anos. Outras duas vítimas foram gravemente feridas.
Nenhuma organização reivindicou o atentado. No entanto, duas milícias palestinas que atuam na faixa de Gaza, controlada pelo grupo extremista Hamas, comemoraram o ataque e disseram que se trata de "uma resposta natural aos crimes do inimigo (Israel)".
O atentado veio num momento de escalada da violência na região. No sábado, o sul de Israel foi atingida por mais de 50 foguetes que partiram da faixa de Gaza.
Ontem, a artilharia do Exército israelense respondeu com disparos e matou nove palestinos, quatro civis e cinco milicianos, conforme médicos da faixa de Gaza.
Depois da explosão de ontem, o governo de Israel divulgou comunicado afirmando que "não irá tolerar" ataques contra civis em seu território e que "atacará elementos terroristas até deixá-los sem recursos de ataque".
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que pertence ao secular Fatah, condenou o atentado. No mesmo discurso, ele citou os palestinos mortos ontem.
Desde 2000, Jerusalém foi palco de 140 atentados a bomba suicidas executados por militantes palestinos. Os ataques mataram mais de 500 civis israelenses. Nesse mesmo período, as forças armadas de Israel mataram mais de 4.500 palestinos em inúmeras ofensivas.