Os olhos crescem e a boca enche d? água quando se perde de vista as oliveiras. A imagem é a mesma por todo o caminho: árvores baixinhas e retorcidas num ziquezague infinito entre colinas. Um tanto douradas com os últimos raios de sol, vale registrar. Dá para imaginar uma Córdoba gulosa. E não há pecado nisso.
O azeite tempera o salmorejo (sopa) de tomate gelada, com jamón serrano e ovo), o flamenquín (carne de porto enrolada com recheio de jamón) e as 1001 tapas de todo e qualquer cardápio. Comer, portanto, é o grande prazer da viagem. Mas pode ter certeza de que durante as longas e saborosas refeições o assunto será um só: A catedral (ou seria mesquita?) de Córdoba. O monumento é o postal da cidade, herança árabe, um colosso (entrada a 8 euros).
Erguida no século 8, a mesquita representa ainda hoje o poder do império muçulmano no sul da Espanha. Mas com a retomaa da região pelos reis católicos, 700 anos mais tarde, uma igreja foi construída no coração do edifício e se sobrepôs ao templo original. Felizmente, muito deste ainda está preservado.
Outras notáveis
Os típicos pátios andaluzes de azulejos decorados, as laranjeiras, as construções árabes estão por todo o sul da Espanha. Mas cada cidade tem suas particularidades.
Do tórrido verão às margens do Mediterrâneo (as temperaturas chegam fácil, fácil aos 40 graus e só anoitece depois das 21h) aos maravilhosos pueblos blancos.
Ronda
Espalhada sobre uma fenda de calcário, a cidadezinha conquista o visitante imediatamente. O Puente Nuevo, construído no século 18 sobre o desfiladeiro do Rio Tejo, liga as partes antiga e nova. A partir da ponte, é possível avistar as típicas casinhas brancas que caracterizam a cidade. A Plaza de Toros, de 1785, está entre as mais antigas da Espanha. Não estranhe se você vir passar, a cavalo, alguém de roupa flamenca - os moradores vestem trajes tradicionais em várias festividades ao longo do ano.
Málaga
A segunda maior cidade da Andaluzia é terra natal do pintor Pablo Picasso - o museu dedicado a ele tem 233 obras e fica no lindo Palácio Buenavista. Vale a visita. Ali também nasceu o poeta Federico García Lorca e é fácil encontrar notar referências a ele no centro histórico. Do alto da Alcazaba, fortaleza moura construída entre os séculos 8º e 11, abre-se a vista de toda a cidade. Atrás dela, estão as ruínas do Castillo de Gibralfaro e, à frente, um anfiteatro romano. No verão, aproveite a estrutura dos barzinhos da orla.
Marbella
Refinada e elegante, Marbella é o balneário mais sofisticado da Costa del Sol, entre Gibraltar e Málaga. Espere encontrar estrelas de cinema, toureiros e outros colunáveis. Entre iates, campos de golfe e hotéis luxuosos, é possível encontrar restaurantes tipicamente andaluzes, especialmente no centro histórico. Na orla de 26 quilômetros há 29 praias, escolhidas numa pesquisa com 600 jornalistas do mundo todo como as melhores da Espanha - à frente até de Ibiza.