Regional

Dono de banda reclama de ?calote? da prefeitura de Jaú


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Jaú ? O dono da banda Modern Sound Six, Odair Magrini, alega ter tomado prejuízos no contrato firmado com a prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) para tocar os três dias do baile municipal de Carnaval no Clube Real do distrito de Potunduva. A despesa será investigada pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada pelos vereadores do município.

Magrini procurou ontem o JC para rebater a declaração do vereador Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV), autor do pedido de CEI, que questiona a contratação da banda pelo valor de R$ 15 mil, mas a despesa teria sido de R$ 6 "sem questionamento da empresa" sobre a parte que não recebeu. "Fui o maior lesado, toquei os três dias e só recebi metade", rebate o dono do conjunto musical, que prestou serviço à prefeitura de Jaú.

Indignado por estar sendo associado a uma irregularidade, ele reclama que ainda não recebeu todo o dinheiro pelo contrato.

O imbróglio ocorreu a partir da demissão do secretário de Cultura, André Galvão, antes do início do Carnaval. Magrini revela que assinou contrato de R$ 15 mil para prestar serviço à prefeitura com o antigo titular da pasta, mas teve que reduzir o preço quando assumiu a nova secretária. "Ela me colocou em maus lençóis, não podia dizer aos músicos que o Carnaval furou. Agora me associar a negócio desonesto, para por aí", alega.

Com a demissão de André Galvão, assumiu Jaci Toffano que procurou Magrini para fazer cortes no orçamento. Ela alegou que não tinha verba para pagar os R$ 15 mil.

Magrini tentou, segundo ele, propor que a cobrança de ingresso no clube e arrecadação do bar fossem revertidas a ele para compensar as perdas financeiras. O prefeito Osvaldo Franceschi Junior (PV) prometeu que o Carnaval no Clube Real não poderia ter cobrança de ingresso por isso não prosperou a proposta de Magrini.

Um novo contrato foi firmado no valor de R$ 6,7 mil, mas até ontem o dono da banda dizia que só recebeu R$ 3,3 mil. "Até agora nada do pagamento do restante, alegam que não tem dinheiro. Foi o pior negócio do mundo. Nunca tinha feito nada com prefeitura, foi a primeira e última vez".

Magrini afirma que vai hoje à porta da prefeitura cobrar o restante da dívida. "Quero receber, vou com o jornal na mão. Nem que precise fazer espetáculo. Pode chamar a polícia", declara Magrini.

Segundo ele, o contrato está regular, houve o evento, fotos comprovam a realização dos bailes, e contratos foram assinados. Ele chama o vereador Chiode de "desinformado". A reportagem não conseguiu ontem localizar a secretária de Cultura, Jaci Toffano, até o fechamento desta edição.

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