Os dinossauros estão de volta. Se não no mundo real, na ficção. Extintos há mais de 200 milhões de anos, os "lagartos terríveis", embora nem todos merecessem essa classificação, alguns eram dóceis, são a bola da vez em filmes infantis, novelas, matérias e artigos. Mostrados no filme Jurassic Park, sucesso de bilheteria, os dinossauros sempre chamam a atenção e despertam a imaginação, afinal não chegamos a conhecê-los, a não reconstituições de imagens. Na região, Marília (100 quilômetros de Bauru) desponta com o segundo museu de paleontologia do Interior Paulista e mostra que, embora o tempo tenha passado, há muito a ser descoberto sobre esse misto de réptil e ave.
A novela "Mutantes" da rede Record saiu na frente com extraterrestre e aparições rápidas de dinossauros. Recentemente a rede Globo chega com "Morde e Assopra" que tem locações em duas fazendas da região de Marília, Bom Jardim e Santa Marina. A propriedade rural que fica no município de Vera Cruz. Na novela, o fóssil de Titanossauro que a paleontóloga Júlia, personagem de atriz Adriana Esteves, vai descobrir o fóssil na cidade fictícia de Preciosa, na região de Marília.
A trama que está só no começo deve mostrar através de muito humor o trabalho dos paleontólogos, os apaixonados pela busca de fragmentos que possam contar um pouco da história dos dinossauros que desapareceram no fim do período Cretáceo. A teoria mais aceita é que um meteoro atingiu a península de Yucatam no México causando a morte de 90% da vida vegetal e 70% da vida animal. Os sobreviventes desse desastre deram origem aos animais atuais e ao homem.
As escavações e coleta de fósseis nas rochas existentes na região de Marília, na década de 90, resultaram em importantes achados para a paleontologia brasileira, fragmentos ósseos identificados como pertencentes à saurópodes do grupo do Titanossauros. Essa descoberta somada aos demais estudos suscitaram a instalação do museu.
Recentemente, o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou a descoberta do maior dinossauro carnívoro do Brasil, media entre 12 e 14 metros (crânio e ponta da cauda) e pesava entre 5 e 7 toneladas. A Oxalaia quilombensis, como foi batizada, é uma espécie do grupo de espinossaurídeos, dinossauros com crânio alongado e espinhos que formam uma espécie de vela nas costas que viveu há cerca de 95 milhões de anos.
Há a descoberta de nova espécie de crocodiloformo (antepassado dos crocodilos) de 80 milhões de anos, chamado de Pepesuchus deisae. O crânio do réptil foi encontrado na Bacia Bauru, em São Paulo. Outra descoberta foi o fóssil, de 7 milímetros, de um maxilar com sete dentes de um lagarto pré histórico, em Presidente Prudente, em São Paulo.