Como bauruense, fico receoso com a medida da prefeitura em reajustar os salários somente dos médicos do pronto-socorro central da cidade. Acredito que os demais profissionais que exercem funções naquele hospital (enfermeiros, assistentes sociais, auxiliares, motoristas, pedreiros, etc) deveriam ter seus salários também reajustados, proporcionalmente, além de outros que trabalham diretamente nos postos de saúde e demais segmentos relacionados. Afinal, médico é médico, assim como outro profissional, assim diz a CLT. Sabemos e admiramos a carreira de um médico (uma das poucas classes ainda respeitadas e unida no Brasil). Mas, em se tratando de salário, todos se sentem merecedores de igualdade, pois também trabalham duro e são dignos do devido merecimento. Penso que essa medida seja paliativa e não irá resolver, de fato, o problema da saúde pública que aflige a cidade há décadas. É gastar para tapar buracos e aumentar crateras... é ascender o pavio e jogar a bomba pra frente. Encaro isso como desespero. Como conselho (salvo os grandes profissionais que perdem noites de sono pensando no povo bauruense) acho que deveriam analisar projetos junto à iniciativa privada e estudar medidas internas diretas para a resolução deste problema (sempre consultando a população). Aumento de salário, por si só, não é a solução da equação. Outros fatores como motivação, deficiências administrativas (raposas), em geral, e má compreensão do todo, deveriam ter a devida atenção. A população merece e tem direito de uma boa administração com dinheiro público. Ninguém é Deus e "deus" não tem visitado o PSC de Bauru, no que tange à boa administração do dinheiro da gente. O abacaxi está aí novamente e esperamos que os nossos representantes estudem bastante para resolver essa equação que, aparentemente, está sem solução.
Ricardo Luiz Borgo - administrador de empresas