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Incêndio destrói prédio tombado em campus da UFRJ na Urca

Folhapress
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Rio - Um incêndio destruiu ontem um dos prédios do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Urca, zona sul do Rio. Construído em 1852, o imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O incêndio começou por volta das 14h. Até o começo da noite, ainda havia vários focos de fogo. Não houve feridos, mas documentos arquivados no prédio podem ter sido atingidos. No local ficam parte dos arquivos das faculdades de educação e comunicação.

Operários que trabalhavam na restauração da capela instalada no terceiro andar contaram que o fogo começou ali, durante trabalho de solda numa placa de metal.

Para combater o incêndio, cerca de 100 bombeiros usaram bombas para puxar água das piscinas da universidade, do Iate Clube, em frente ao prédio, e até do mar. Os prédios ao redor foram esvaziados, e as aulas, suspensas.

O material usado na construção do prédio ajudou na propagação do incêndio. Pisos de madeira maciça funcionaram como lenha. Quando o piso do terceiro andar desabou, a madeira criou várias fogueiras no segundo.

No prédio, além da capela, muito usada para cenas de casamento em novelas, funcionam o fórum de cultura e ciências da universidade e o salão dourado, usado para cerimônias formais. "É um patrimônio que se confunde com a própria história da educação do Brasil e que não poderá ser recuperado", afirmou o reitor Aloísio Teixeira.

Responsável pela obra de restauração, o engenheiro Francisco Roberto da Silva afirmou que ainda não é possível saber a causa do fogo. "É um prédio de estrutura antiga, a parte elétrica também. Vamos fazer uma perícia."

O fogo podia ser visto do aterro do Flamengo. O trânsito na região ficou caótico. O acesso à Urca ficou interrompido até as 18h40, quan
do uma pista da av. Pasteur, onde fica o prédio, foi liberada.

O campus foi construído para ser um hospício e doado à universidade em 1940. O conjunto foi tombado em 1972. "A UFRJ e o Iphan estavam reformando o prédio e, ironicamente, iniciando as obras para aumentar a segurança", disse o superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade.

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