Internacional

Explosão em fábrica de armas no Iêmen mata pelo menos 78 pessoas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Sanaa - Uma megaexplosão numa fábrica de armamentos invadida por residentes no sul do Iêmen deixou entre 78 e 110 mortos ontem, segundo fontes conflitantes, agravando os temores sobre deterioração da segurança no país.

O aparente acidente ocorreu em Jaar, onde anteontem surgiram relatos de testemunhas locais sobre uma suposta tomada da cidade por militantes da Al-Qaeda na península Arábica, que tem no Iêmen o seu principal bastião.

O episódio sucede ainda semanas de crescente instabilidade política no país, em que opositores têm ido para as ruas das maiores cidades para pedir a saída do ditador Ali Abdullah Saleh, que já está há 32 anos no cargo.

Um empregado da fábrica - que produz fuzis Kalashnikov, munições e explosivo usado para abrir estradas - afirmou que o local inicialmente foi saqueado por militantes terroristas após a investida contra o governo.

Logo depois, residentes entraram no local para pegar objetos de valor que ficaram para trás. A explosão foi provavelmente causada por um cigarro que entrou em contato com material inflamável.

"Esse acidente é uma verdadeira catástrofe", disse um médico do hospital da cidade. "Há tantos corpos queimados que eu não consigo nem descrever a situação."

Embora o número de vítimas tenha sido estimado entre 78 e 110, os médicos locais dizem ser impossível ter certeza do total de mortos devido à incineração da fábrica.

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