Uma visão integrada no sistema de transporte e trânsito é pensar na mobilidade urbana, conseqüentemente na geração de qualidade de vida da população. Com base no Plano Diretor das cidades acima de 50.000 habitantes, gestores de trânsito e transporte devem ter iniciativas para desenvolverem projetos de Mobilidade Urbana antes que seja tarde demais. Sabendo que o aumento da densidade urbana é um processo irreversível, a qualidade de vida nas cidades com população acima de 50.000 habitantes já está comprometida, devido à inércia dos gestores publico.
A reversão desse quadro está na capacidade e preparo técnico de planejar o sistema de transporte e trânsito na cidade, que tenha como objetivo priorizar o transporte de massa e a mobilidade urbana. Atualmente, o que há é a priorização do transporte individual, o que não é bom para o país. O governo federal, através do Ministério das Cidades, está de portas abertas aguardando os projetos com os recursos disponíveis. Pois bem, agora os desafios são dos municípios em apresentar os projetos de melhoria na qualidade de vida da população urbana através do trânsito e transporte.
O Colapso existente nas cidades é resultado da ausência de políticas públicas, sendo que dos 200.000 deslocamentos praticados dia/dia nas cidades brasileiras, apenas 40% são pelo transporte público. Portanto, mais automóveis, mais congestionamento, cresce o número de acidentes. Sendo o Brasil um dos campeões em acidentes de trânsito, o aumento da frota de motos em circulação por uma malfadada lei gera mais emissões de monóxido de carbono no meio ambiente por ser mais poluidora do que os automóveis.
Outra visão precisa ser implementada pelos gestores públicos: deixar de priorizar os automóveis na ocupação das vias. O transporte de massa é mais eficiente para a sociedade e essencial para população de baixa renda, porém boa para economia do país.
Gercio Vidal Bento - bauruense, adotado por São Bernardo