Tribuna do Leitor

Som alto x drogas e cachaça: o que é mais urgente?


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Nos últimos dias, pudemos conferir "meia dúzia" de pessoas da classe privilegiada exigindo dos serviços públicos ações imediatas sobre mudanças na lei para punição do som alto na "avenida dos burgueses" (Getulio Vargas).

Em minha opinião, e acredito que de 99% da população de Bauru, os nossos comandantes da Polícia Militar da região devem sim discutir por meio da imprensa escrita, porém, sobre fatos mais importantes, como o problema da "cracolândia" que existe embaixo do Viaduto JK, onde o comércio do tráfico é livre, envolvendo crianças e pais de família, os levando até a morte.

E também o problema do "sindicato da ca-chaça", localizado nas ruas Afonso Simonetti com a Alto Juruá (Bela Vista), no qual o ali-mento é trocado por um copo de pinga. Vale ressaltar que esse problema (que é de conhecimento da corporação) existe nas proximidades de três escolas (Lions Club, Torquato Minhoto e Moraes Pacheco), no qual as crianças precisam "pedir licença" aos viciados em pingas e afins para chegarem às respectivas escolas.

Existe uma residência, com um casal de idosos, que não saem de sua casa há mais de dois meses porque tem a sua calçada e o portão invadido por aproximadamente 20 "bêbados" todos os dias, até com colchões estirados. Então, antes de enfatizar a discussão sobre penalizar os nossos garotos que ouvem som em uma determinada altura, publicando no jornal semanal reuniões sobre o assunto, os nossos representantes (comandantes e jornalistas) deveriam direcionar o olhar crítico para as situações que de fato são críticas e mais importantes, ou seja, uma verdadeira ameaça para a sociedade.

Nós, bauruenses, gostaríamos de resolver um problema da sociedade e não um "problema" de meia dúzia de pessoas que se acham no direito de serem proprietárias de uma avenida.


Luis Carlos Vides

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