Há quarenta e sete anos, nesta data, respondendo aos reclamos da opinião pública nacional, as Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro. À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais comandantes militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia. A história, registrada na imprensa escrita e falada da época, é implacável em relatar os fatos, todos inadmissíveis em um País democraticamente organizado, regido por Leis e entregue a Poderes escolhidos livremente pelo seu povo.
Por maiores que sejam alguns esforços para "criar" uma história diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrado pela história em outros países.
É exatamente nos períodos de normalidade da vida democrática que o Comunismo se refaz, modifica sua tática em função da conjutura, infiltra-se em órgãos de classe e até mesmo nas mais herméticas instituições do país; seu trabalho é dissimulado, subliminar, jamais ataca de frente, salvo nas fases pré-finais da Guerra Revolucionária. Usando as liberdades democráticas e as garantias da Lei, seus porta-vozes clamam por mais liberdade, quando na realidade, visam o retorno à baderna que levou à Revolução de 31 de Março de 1964. Nova tática dentro da mesma estratégia, ensaio de abertura para nova escalada, novos "slogans" sem nenhum conteúdo, mas que pela técnica da repetição, utilizando todos os veículos de comunicação e da propaganda, passam à boca do povo num coro anônimo de reivindicações aleatórias.
"31 de Março" é data histórica que nenhum brasileiro verdadeiramente patriota poderá jamais esquecer. Relembrá-los, sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação em honra daqueles que, sem visar qualquer benefício em favor próprio, expuseram suas carreiras militares e até mesmo suas próprias vidas em defesa da democracia que hoje desfrutamos. Povo e Forças Armadas, irmanados pelo ideal comum de preservar a maneira cristã e democrática de vida do povo brasileiro saíram às ruas no momento extremo em que a escalada comunista, já parcialmente instalada no Governo de então, se preparava para desfechar o golpe final da tomada do Poder e implantar uma Ditadura de esquerda.
Mario Forten - historiador e farmacêutico