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Vaccarezza chama Bolsonaro de ?estúpido?


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Brasília - O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chamou de "estúpido" o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que em entrevista ao programa CQC classificou de "promiscuidade" a possibilidade de um filho seu ter relacionamento com uma mulher negra e fez ataques a homossexuais. Na Câmara, já são sete os pedidos de investigação contra o parlamentar e até o escritório da Unesco no Brasil defendeu a apuração do caso. Vaccarezza afirmou que as declarações do colega são "mais do que racismo", mas destacou que os eleitores dele já conheciam suas ideias. "O Bolsonaro tem se caracterizado como um deputado estúpido, mas ele foi eleito com esta estupidez".

Vaccarezza defendeu que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) faça um debate sobre os limites da imunidade parlamentar e defendeu que o caso do parlamentar não pode ser debatido somente no Conselho de Ética.

Bolsonaro ironizou a qualificação de "estúpido". "Se eu tivesse chamado o Vaccarezza do mesmo adjetivo seria quebra de decoro, mas como ele diz é liberdade de expressão", disse. Bolsonaro afirmou que "não vai descer ao nível que Vaccarezza desceu com essa declaração". Ele afirma que a sua resposta relativa aos negros foi dada porque não entendeu a pergunta.

Na Câmara, já são sete os pedidos de investigação contra o deputado. Cinco deles estão nas mãos do corregedor, Eduardo da Fonte (PP-PE). Bolsonaro poderá se defender na Corregedoria e Fonte apresentará um parecer para que a Mesa decida se encaminha ou não o caso ao Conselho de Ética.

Os pedidos de punição ao deputado ganharam o apoio até de uma entidade da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu twitter oficial, o escritório da Unesco apoiou a investigação. A frase mereceu menção no site da ONU do Brasil.


"Africanos amaldiçoados"


Bolsonaro, porém, não é o único deputado que vem sendo questionado por suas declarações polêmicas. Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) escreveu em seu Twitter que os africanos são "amaldiçoados".

Os primeiros posts tratando do tema foram colocados na página do parlamentar anteontem. Segundo ele, foi sua assessoria que colocou o "ensinamento" na Internet, mas com seu aval. Entre outras frases, Feliciano diz na rede social que "sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids. Fome."

Ontem, ele retornou ao tema: "A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!".

Segundo o deputado, a Bíblia sustenta a teoria de que o continente africano foi amaldiçoado.

Feliciano fez ataques também a homossexuais. O deputado afirmou que eles têm "podridão de sentimentos", mas negou também ser homofóbico.

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?MEC estimula homossexualismo?


São Paulo - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez mais declarações polêmicas ontem. Em entrevista à rádio Estadão-ESPN, Bolsonaro afirmou que não admite "apologia ao homossexualismo", ao criticar o que ele chama de "kit gay" - vídeos anti-homofobia que o Ministério da Educação estuda distribuir às escolas.

Para o deputado, a "briga" entre ele e a comunidade gay não tem nenhuma relação com homofobia. "Atenção pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é pra combater a homofobia, mas que na verdade estimula o homossexualismo. Para mim isso é grave. Eu não admito você fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual", disse Bolsonaro.

Questionado pela rádio sobre como seria se ele tivesse um filho gay, o deputado disse acreditar que homossexualismo é uma questão de educação. "Eu não corro esse risco, eduquei muito bem meus filhos. Nós somos produto do meio. Eu sou contra a adoção por casais homossexuais. Se qualquer um de nós for criado por um homossexual, com toda certeza vai ser um homossexual", afirmou.

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Conselho rejeita
pedido de Bolsonaro
para explicações


Brasília - O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), negou ontem pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para prestar esclarecimentos ao colegiado sobre comentários considerados racistas que ele fez em um programa de televisão.

Diante da repercussão e das criticas às suas declarações, Bolsonaro encaminhou requerimento ao conselho para ter a oportunidade de esclarecer dúvidas.

O presidente do conselho afirmou que negou o pedido de Bolsonaro porque o colegiado só pode ser acionado por intermédio de representação feita pela Mesa Diretora da Câmara ou por algum partido contra um deputado.

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