Regional

Aves apreendidas não têm para onde ir

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos ? A apreensão de 23 aves da fauna silvestre pela Polícia Militar Ambiental, ocorrida ontem, numa residência em Borebi, expôs um problema que a polícia vem enfrentando para cumprir a legislação. Após registro da ocorrência pela Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru), os pássaros tiveram que passar a noite em um corredor da delegacia por não terem, momentaneamente, para onde ir.

Segundo a Polícia Ambiental, os policiais, sob o comando do sargento Nelson, chegaram ao imóvel, localizado na rua Agenor Soares de Oliveira, em Borebi, por volta das 13h30, após denúncia de que o proprietário A.S. (apenas iniciais foram divulgadas), 45 anos, mantinha em cativeiro espécies nativas da fauna silvestre sem autorização, o que é vedado pela legislação ambiental.

Na residência, foram encontradas aves das espécies coleirinhas, bigodinhos, pintassilgos, sangrinhos, canários-da-terra e caboclinhos. Segundo a polícia, todas elas estavam em gaiolas bem ventiladas, com comida e água. No momento da apreensão, o responsável pelos pássaros estava trabalhando em uma cidade vizinha. Apenas sua filha, uma adolescente de 17 anos, estava no imóvel e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a ocorrência.

De acordo com a Polícia Ambiental, foi lavrado auto de infração contra A.S. no valor de R$ 16 mil. Ele poderá ainda responder por crime ambiental. A Polícia Civil informou que as aves iriam passar a noite no corredor da delegacia por falta de local adequado para elas ficarem.

"Alguns particulares que são voluntários e costumam receber em depósito aves apreendidas pela Delegacia do Meio Ambiente de Bauru (1º DP) também disseram não ter condições de receber os pássaros, até mesmo por terem que arcar com as despesas de alimentação e veterinário", revela.

No final da tarde, os policiais civis fizeram uma "vaquinha" e compraram alpiste para alimentar os pássaros. Ontem à noite, a Polícia Ambiental informou que os pássaros seriam posteriormente conduzidos à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Bauru.

Comentários

Comentários