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Moradores apontam mais problemas no Sta. Cândida

Da Redação
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Os antigos moradores da favela do Parque Real, que em fevereiro foram removidos para casas construídas no Parque Santa Cândida com verba do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) - com contrapartida do município de Bauru -, convivem com uma lista de reclamações estruturais que vão além das ruas de terra (ou barro). As queixas contemplam ainda falta de iluminação pública, a má qualidade das caixas de iluminação instaladas nos imóveis e o fato da água da chuva invadir algumas residências.

Regina Lima de Oliveira, 33 anos, que mora na quadra 26 da avenida das Bandeiras explicou à reportagem do JC que os engenheiros responsáveis deixaram claro que as obras seriam concluídas em um prazo de 15 dias após a entrega das residências, mas até agora, nada foi feito.

Ela lembra que mesmo com a cobrança de mensalidades, as casas não são de propriedade delas, porque não podem tomar nenhum tipo de providência para amenizar os problemas existentes. "Não sabemos mais com quem conversar, quando chove entra água nas casas e não podemos sair de casa à noite. Não temos privacidade alguma e a ordem é que a gente espere, porque ainda não temos escritura", afirma Regina Lima.

Elaine Cristina Solano, de 30 anos, que também vive na quadra 26 da avenida das Bandeiras, foi uma das moradoras que teve a caixa de energia de sua casa danificada após um curto-circuito. Segundo ela, sua família ficou dois dias sem energia por conta da má qualidade dos produtos utilizados. "A caixinha pegou fogo, vieram consertar, mas fizeram uma emenda. Disseram que os fios são fracos, por isso vai continuar queimando. Estamos esperando para ver o que acontece".

Além desse problema, os moradores da antiga favela do Parque Real convivem com a falta de iluminação na rua, e mesmo tendo energia ligada, o local está com serviço de instalação das lâmpadas parado. Segundo informações do gerente de compras do poder público da CPFL em Bauru, Luiz Campos, o pedido para instalação dessas lâmpadas foi feito no dia da entrega das casas, por isso ocorreu o atraso. Serão nove pontos de iluminação, incluindo materiais e a prestação de serviços. "Nós pedimos para que esse serviço tenha prioridade e, inclusive, já tinha conversado com o prefeito Rodrigo Agostinho", finaliza Campos.

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Área de risco


Os moradores da antiga favela do Parque Real foram retirados do local em regime de urgência, segundo informações da secretária do Bem-Estar Social, Darlene Tendolo. Segundo ela, essas famílias estavam sobrevivendo em uma situação horrível, enquanto as casas construídas para elas já estavam sendo danificadas por vândalos. Por essa razão, tiveram que ser ocupadas pelos moradores antes mesmo do término das obras. Para Darlene, essas famílias estão vivendo um momento de avanço social e devem ter calma para que os últimos reparos sejam feitos de forma correta.

A secretária ressalta que todas as pessoas que se mudaram estavam cientes de que era necessário deixar o Parque Real. "Fizemos inúmeras reuniões, todos estavam conscientes. A situação de risco em que essas pessoas viviam não era melhor. Agora não há mais riscos e as coisas que faltam serão resolvidas."

Conforme o JC publicou, a administração municipal prometeu de que os moradores terão a rua asfaltada. Na época, (em fevereiro deste ano), o prefeito Rodrigo Agostinho mencionou que o bairro deverá contar com o trabalho de nivelamento da rua, assim que o período das chuvas termine. Explicou, ainda, que o serviço de pavimentação será concluído até o final do ano, com investimento da própria prefeitura. O Programa de Reassentamento foi custeado pelo FNHIS em um investimento de R$ 779,9 mil, com contrapartida do município de R$ 250,5 mil.

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