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? Fibrose cística e teste do pezinho 1


Por determinação da Justiça Federal em São Paulo, o Poder Público deverá incluir a fibrose cística como uma das doenças a serem detectadas pelo teste do pezinho, hoje oferecido gratuitamente a todos os recém-nascidos no Estado. O Poder Público terá de custear também o atendimento médico, fornecer medicamentos e insumos gratuitamente, e pagar todas as despesas do tratamento das pessoas portadoras de fibrose cística em suas diferentes fases, no Estado de São Paulo. Segundo a sentença, do juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Cível, será aplicada multa de R$ 1.000 por dia, caso as medidas não sejam implementadas. Pela decisão, a medida terá de ser adotada de forma definitiva e imediata. A informação é da Procuradoria da República em São Paulo.

? Fibrose cística e teste do pezinho 2


A decisão foi tomada a partir de ação movida pelo Ministério Público Federal e baseada em portaria do Ministério da Saúde, de 2001, que estabelece que os exames feitos a partir do teste do pezinho deveriam passar a incluir as doenças falciformes e a fibrose cística. As doenças falciformes já são detectadas nos exames neonatais, mas o teste para a detecção precoce da fibrose cística é feito apenas em Minas, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo e na rede particular. O teste do pezinho detecta, na fase 1, a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito; na fase 2, a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias; e, na fase 3 (feita apenas em quatro estados), a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, as doenças falciformes, outras hemoglobinopatias e a fibrose cística. A fibrose cística, também conhecida como mucoviscidose, é uma doença genética causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas.

? Atenção para a tosse por mais de três semanas


Uma tosse por mais de três semanas é um sintoma importante para que a pessoa procure um médico. Este alerta marca a campanha deste ano de combate à tuberculose do Ministério da Saúde. O objetivo é estimular a população a fazer um diagnóstico precoce da doença e evitar a transmissão para parentes e pessoas próximas. A campanha também traz um material destinado aos profissionais de saúde que atuam no sistema penitenciário, e foi adotado em razão do número de casos entre os presos ? a incidência chega a ser 25 vezes mais do que na população em geral, que é de 37,99 casos para cada 100 mil habitantes.A insalubridade e a superlotação de celas, de acordo com o ministério, agravam a situação da doença nos presídios. No Brasil, há quase meio milhão de pessoas encarceradas em 1.795 unidades prisionais.

? Aparelho para bebês prematuros


A Universidade de Brasília (UnB) está elaborando edital para licenciar um ventilador que auxilia no tratamento da insuficiência respiratória de bebês prematuros. O novo equipamento foi desenvolvido nos últimos dois anos pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT). O projeto teve a participação de 35 pesquisadores de saúde, engenharia mecânica e engenharia elétrica. A empresa que comprar a licença poderá fabricar o equipamento e explorar comercialmente sua distribuição. O aparelho poderá ser usado em unidades de tratamento intensivo (UTIs) e salas de parto, em crianças recém-nascidas prematuras que apresentem dificuldades respiratórias. O ventilador faz pressão nos pulmões e libera o oxigênio. O aparelho adapta dispositivos respiratórios e a técnica conhecida como Cpap (Continuous Positive Airway Pressure que, na tradução livre, seria pressão positiva contínua nas vias respiratórias) para as dimensões físicas de um bebê. O Cpap é um aparelho mecânico que tem o objetivo de manter os pulmões dilatados, para que se encham de ar.

? Manual para cirurgias plásticas 1


A Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (ABCP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), prepara um manual com orientações para médicos e pacientes sobre a realização de cirurgias plásticas. O lançamento da obra deve ocorrer até setembro deste ano. De acordo com o presidente da ABPC, Sebastião Guerra, o manual vai abordar temas como a presença de um anestesista durante o procedimento. Em cirurgias de pequeno porte, como a de correção de pálpebra, a presença do especialista não será obrigatória ? desde que o paciente esteja saudável. Já procedimentos de médio e grande porte, como uma cirurgia na mama, mesmo que seja necessária apenas anestesia local, terão a recomendação da presença do anestesista.

? Manual para cirurgias plásticas 2

Outro aspecto a ser abordado pelo manual tratará da quantidade de gordura retirada em cirurgias plásticas como as lipoaspirações. Atualmente, o limite recomendado pelo CFM é de 5% do peso corporal. O valor está sendo revisto e poderá sofrer alterações. A realização de exames pré-operatórios também é uma das recomendações que devem aparecer no manual. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de cirurgiões plásticos em todo o mundo ? perde apenas para os Estados Unidos. Os estudos para a confecção do manual estão sendo feitos desde fevereiro do ano passado. Todos os cirurgiões plásticos membros da ABPC deverão receber uma cópia do material.

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