Articulistas

Estado digital e os webdesafios dos gestores Dilma e Alckmin

Gabriel Rossi
| Tempo de leitura: 2 min

O ano eleitoral de 2010 marcou o início efetivo do uso da internet no processo democrático nacional. A internet e as redes sociais online estiveram presentes na vida dos brasileiros de modo mais evidente, com os eleitores trocando informações, entre si e com os candidatos. Agora, com um planejamento correto, os governos da presidenta Dilma Rousseff e do governador Geraldo Alckmin, ambos com novos mandatos à frente, podem utilizar a internet para elevar e difundir conceitos de democracia. Chegou a hora de os governantes assumirem uma nova postura no relacionamento com o cidadão. É o momento de explorarem o conceito de "Estado Digital" ou "Governo 2.0". Tanto Dilma quanto Alckmin precisam focar as ações de internet em dois públicos: mulheres e jovens (de ambos os sexos). Com estes dois em destaque, todos os cidadãos têm a ganhar. E, assim, também os governantes.

É no público feminino que a presidenta, a primeira do Brasil, tem maior potencial de impacto. As mulheres já são 47% dos usuários ativos da web, navegando, em média, 39 horas por semana. Uma camada delas é a da mãe acima de 30 anos que trabalha e não tem muito tempo, mas que utiliza a internet de modo eficiente, debatendo sobre produtos, serviços, filhos e, claro, política. A questão é como Dilma pode tornar-se incisiva para estas mulheres. Consolidar o diálogo com elas pode ser o primeiro passo para conceber na internet as bases da nova gestão governamental.

Pela intimidade com as novas tecnologias, o outro público que pode ser alcançado é o juvenil - para Alckmin e Dilma, sem distinção. Hoje esta fatia populacional tem questões po-líticas muito claras a serem respondidas e deseja participar de debates. Primeiro emprego, educação de qualidade, vestibular, exército, gravidez indesejada e escolha da profissão são alguns dos assuntos mais relevantes para os jovens.

Todas estas questões envolvem políticas públicas claras e poderiam ser temas melhor explorados pelos governantes. Como despertar o interesse desses cidadãos? A chave é "escutar" o que a população deseja e identificar os formadores de opinião e entusiastas em cada ambiente, gerando conteúdo sempre fresco, estimulando, engajando e viabilizando a disseminação de informações.

Para tanto, é crucial que aconteça uma mudança cultural e institucional dentro dos governos.


O autor, Gabriel Rossi, é estrategista de marketing digital e diretor da Gabriel Rossi Consultoria

Comentários

Comentários