Bairros

Caminhões parados irritam moradores

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Calçadas, placas, postes, árvores, trânsito e, principalmente, a tranquilidade da população. Tudo isso vem sendo afetado diariamente pelo tráfego e estacionamento de caminhões de empresas instaladas nas redondezas, na quadra 3 da rua Pernambuco, Vila Coralina. Por ser via de mão única, o estacionamento é permitido nos dois lados da rua. No entanto, a constante presença de caminhões estacionados dificulta o acesso de outros, que passam por cima do passeio público e quebram as calçadas. Também não é atípico quando veículos grandes não conseguem passar pela rua e travam o tráfego no local, causando grandes transtornos aos moradores.

Outra prática comum dos caminhoneiros é estacionar os veículos na contramão do sentido da via, que também é rota para ônibus do transporte coletivo municipal e cenário para o trânsito movimentado devido à proximidade com a avenida Rodrigues Alves, especialmente no período da manhã.

O aposentado José Antonio Gimenez Herreira, 56 anos, reivindica, desde o ano passado, providências por parte da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para a solução do problema. No entanto, recebeu como reposta da autarquia que "a via apresenta largura razoável para atender o fluxo de veículos que nela trafega, mesmo sendo permitido o estacionamento em ambos os lados, pois possui sentido único de direção".

No entanto, não é isso que acontece na prática. José Antonio já consertou sua calçada uma vez esse ano e outras três em 2010. Isso porque caminhões estacionados na esquina da rua Pernambuco dificultavam a entrada de outros a partir da avenida Amapá. "Os caminhoneiros faziam a curva aberta e passavam pela calçada, que ficava toda destruída e eu era notificado pela prefeitura para arrumá-la, senão pagaria multa de R$ 500,00", conta o aposentado.

Aparentemente, esse problema foi resolvida pela Emdurb no dia 25 de março, com a pintura de amarelo da guia da calçada próxima à esquina da via. No entanto, a reportagem do Jornal da Cidade flagrou um caminhoneiro que, mesmo com a sinalização, estacionou do local, mas retirou seu veículo ao notar a presença da equipe. "Falta fiscalização aqui. O poder público sabe cobrar da gente, mas não age da forma adequada quando é preciso. É só olhar em volta o abandono do local, com mato alto, buracos e lixo acumulado", aponta.

Além disso, o problema se estende ao longo de toda a quadra 3 da rua Pernambuco, onde é permitido o estacionamento nos dois lados da via. O aposentado Luiz Frimino Corrêa, 76 anos, tem dificuldades para colocar e tirar o carro de sua garagem. "Por causa dos postes de madeira inclinados para a rua, os caminhões estacionam longe da guia. Com os carros parados do outro lado, outros caminhões e os ônibus não conseguem passar pelo espaço estreito e o trânsito fica todo parado. Os motoristas começam a buzinar e a gente tem que tirar os seus automóveis da frente de casa", aponta.

Os munícipes contam também que já houve colisões de caminhões com muros de esquina e são constantes as quedas e danos causados a árvores, placas de trânsito e de identificação das ruas.

____________________

Sem prazo para solução


A assessoria de imprensa da Emdurb informou que engenheiros da Diretoria do Sistema Viário e Transporte foram ao local e vão desenvolver estudo técnico com o objetivo de proibir o estacionamento do lado ímpar, entre as quadras 2 e 6, da rua Pernambuco. O posicionamento é diferente do apresentado a moradores do local, em documento oficial, assinado em outubro de 2010.

No entanto, ainda não há previsão para que a medida seja posta em prática, pois o projeto a ser desenvolvido pelos engenheiros precisa ser aprovado pela direção do setor. Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, as chances de que o problema dos moradores da rua seja resolvido são de 90%.

Comentários

Comentários