São Paulo - A polícia realizou ontem a reconstituição do assassinato do menino Miguel Cestari Ricci dos Santos, morto em setembro do ano passado, aos 9 anos, dentro da escola em que estudava em Embu (Grande São Paulo).
Participaram da reconstituição oito alunos, que estavam na escola no momento do crime - entre eles o garoto de dez anos que foi apontado na época como suspeito de fazer o disparo. Também participaram da reconstituição dois professores, dois monitores e um tesoureiro da unidade.
A mãe e a avó materna de Miguel foram até o Colégio Adventista de Embu, onde foi feita a reconstituição, mas não puderam entrar no prédio. A avó passou mal durante os trabalhos e foi amparada por familiares.
Como o caso está em segredo de Justiça, nem a escola nem a polícia falaram a respeito.
Para o advogado da família de Miguel, Ademar Gomes, a reconstituição confirmou a tese de que Miguel foi morto pelo colega. Segundo o advogado, o delegado que preside o inquérito pediu à Vara da Infância e Juventude que o garoto seja acompanhado por psicólogos e que seja suspenso o poder familiar de seus pais "em razão do grave descumprimento dos deveres a eles inerentes, o que caracteriza abuso do poder familiar".
Miguel foi baleado dentro da sala de aula, em 29 de setembro de 2010. O tiro partiu de um revólver calibre 38 e foi disparada à queima roupa.