Tribuna do Leitor

É preciso acredita num novo dia


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No dia 22 de março comemoramos o "Dia internacional da água". Desde a sua instituição, em 1992, a data tem simbologia e importância diferenciada no consciente de cada habitante do planeta. Para uns é dia de celebrar e agradecer a existência, ainda suficiente, desse elemento indispensável à vida. Para outros a data é a oportunidade de, mais uma vez, ligar o sinal de alerta sobre o uso desregrado dele.

A verdade é que a maioria das pessoas ainda não sabe da real importância de nosso bem mais precioso e não têm noção de sua finitude. A grande e imponente dimensão dos oceanos ofusca o raciocínio de muitos, causando uma falácia de que a água sempre será suficiente. Dos poucos que enxergam que, para nós, o mais importante é a água doce, poucos aceitam o fato de que a quantidade potável é pífia.

A Agência Nacional das Águas defende a tese de que além da natural e previsível redução dos recursos hídricos, o impacto do crescimento urbano e da industrialização são agravantes para os problemas que já incomodam. Esses são, inclusive, temas que serão tratados pela
agência nas discussões desse ano. O oceano, em sua imensidão, tem em cada gota uma importância enorme. É isso o que nos falta. Seria redundante falar sobre a as medidas de economia. Todos já sabem disso. Tanto em casa como no trabalho sabemos o que pode e o que deve ser feito para evitar o desperdício, mas muitos não fazem nada. O que há de errado? Nós! Nós estamos errados.

O ser humano precisa entender, de uma vez por todas, que cada gota de água faz falta. Precisa entender que cada um de nós, assim como as gotas do oceano, faz parte de um grande e complexo elo. Todo temos que fazer a nossa parte senão o grande e maravilhoso ciclo da vida pode ser avariado. A água simboliza a vida, o nascimento. E este é o espírito que devemos ter. Coisas simples do dia a dia, que se feitas com cuidado podem gerar uma economia satisfatória. Parece até incoerente desperdiçar um elemento que faz parte de 65% de nosso corpo. O que vai embora pelo ralo poderia ser parte do sangue que corre em nossas veias. Cada um pode ser uma fonte de economia e de bons exemplos.

E não é difícil! Basta pôr em prática pequenas ações, mas fundamentais para o sucesso da preservação desse bem, que é indispensável para a manutenção da vida no planeta.


Otávio Augusto Amaral de Calmon Borges - servidor do Departamento de Água e Esgoto de Bauru

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