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Bauru soma 3 casos de leishmaniose

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem, a Secretaria Municipal da Saúde informou em nota a confirmação, através do Instituto Adolfo Lutz, de mais um caso de leishmaniose em Bauru, somando três desde janeiro. Desta vez a doença acometeu um bebê do sexo feminino de apenas 7 meses de idade. Ela permaneceu internada no Hospital Estadual (HE) durante alguns dias, recebeu os medicamentos necessários para o tratamento e teve alta.

O primeiro caso do ano causou a morte da pequena Letícia dos Santos Lima, 7 anos, que morava no Parque Jaraguá com a mãe e mais três irmãos. Ela faleceu após ser diagnosticada com leishmaniose. Letícia, que apresentava um quadro de desnutrição, também ficou sob cuidados médicos no HE durante alguns dias até falecer.

A segunda morte em consequência da parasitose foi a de uma menina de apenas 1 ano de idade no dia 21 de março. A criança era moradora do Núcleo Fortunato Rocha Lima e ficou internada no Hospital Estadual, mas não se recuperou.

Um terceiro caso foi informado anteontem, de um homem de 32 anos, morador do Parque Santa Edwirges. Ele foi submetido a tratamento no Hospital Manoel de Abreu e teve alta, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde. Este caso, porém, entrou para as estatísticas de 2010, já que os sintomas foram manifestados em novembro. No ano passado a cidade teve 29 registros da doença, sem nenhum óbito.

A leishmaniose é uma parasitose transmitida pelo mosquito-palha. Os cães picados pelo vetor tornam-se eternos reservatórios do parasita nas regiões periféricas do corpo. Já o homem é receptor do parasita que se instala em suas vísceras. Mas o "prato principal" do mosquito-palha são as galinhas, reconhecidas facilmente como animais típicos do ambiente silvestre.

Os cães acometidos pela doença ficam magros, com as unhas compridas, os pelos caem, apresentam febres e vômitos regularmente além de feridas no focinho, orelhas e patas. Já os humanos demonstram febre prolongada, tosse seca, emagrecimento, crescimento do fígado e baço, fraqueza, diarreia, sangramento na boca e no intestino (em casos mais graves).

A prevenção é simples: basta manter o quintal limpo, recolher as fezes dos animais, evitar que alimentos em decomposição virem paradeiro para qualquer tipo de mosquito, além de cuidar muito bem dos bichinhos de estimação.

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