Brasília - O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), cobrou ontem uma definição do governo sobre o Código Florestal. Ele disse que, sem isso, fica difícil os deputados votarem o projeto, relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).
"Precisamos que os ministros entrem em consenso. Se em um assunto como a revisão do Tratado de Itaipu, em que havia unidade na base, tivemos que ficar até tarde discutindo, imagina no caso do Código Florestal", disse.
A divergência no governo acontece principalmente entre os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O primeiro apoia o texto de Rebelo e quer votá-lo imediatamente. Já Izabella tenta mudar o relatório.
Maia reafirmou ontem que a proposta só vai ao plenário após a comissão especial que analisa o assunto ser finalizada. Antes do final da semana que vem isso não deve acontecer.
O presidente da Câmara deu a declaração após se reunir com representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul. Ontem, entidades de ambientalistas também fizeram manifestações em Brasília.
"A sociedade brasileira exige do Congresso e da presidente que este relatório nefasto não seja aprovado, e que em seu lugar seja colocado um texto que interessa a todos os brasileiros, ou seja, que não diminua a proteção de áreas ambientalmente importantes, mas que crie condições para que elas sejam efetivamente protegidas", afirma documento entregue para Maia.