Barra Bonita ? Impedida pela Justiça de receber a nova Rodoviária, a Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) terá de prestar esclarecimentos à Câmara sobre a construção do empreendimento. O vereador Flávio Henrique Teixeira de Oliveira (PV) pede que o Executivo informe quais providências foram ou estão sendo tomadas em relação à situação do novo terminal rodoviário intermunicipal, localizado entre as avenidas Pedro Ometto e Narcisa Chesini Ometto.
O documento foi apresentado na sessão ordinária de segunda-feira e aprovado por unanimidade. A Lei Orgânica do Município (LOM) estabelece que é de atribuição do prefeito prestar à Câmara, dentro de 15 dias, informações solicitadas na forma regimental.
Oliveira explica que a obra apresenta problemas estruturais visíveis e que a área está atualmente ocupada por desabrigados. O vereador acusa a atual administração de ineficiente quanto à gestão da conclusão do prédio. "É um patrimônio público orçado com altos investimentos e que já se encontra desgastado pela ação do tempo, sem ao menos servir ao propósito pelo qual foi construído", alega.
O parlamentar pede cópia de diversos documentos, como o procedimento licitatório para a construção da obra, envolvendo a descrição do objeto a ser licitado, classificação das propostas das empresas habilitadas e o contrato com a empresa vencedora. Também solicita informações sobre os convênios firmados para a construção do prédio e a gestão da execução da obra. "Estou preocupado com o erário e o patrimônio público", argumenta. "Temos duas Rodoviárias na cidade. Uma opera de forma precária e a outra está sem funcionar".
Os vereadores Marcos Oliveira dos Santos (PP) e Edson Souza de Jesus (PRP) sugeriram a formação de uma comissão entre representantes dos poderes Legislativo, Executivo e da construtora Direct Engenharia e Construções Ltda, responsável pela obra, para resolver o problema. "A Justiça pode levar mais de dez anos para dar uma decisão definitiva", lembra Souza.
A Câmara recebeu ontem ofício sobre decisão judicial que impede a Prefeitura de receber a obra. A vereadora e primeira-dama do município, Christa Pelikan Teixeira (PPS), disse que é justo a Prefeitura deixar de receber uma obra inacabada.