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Taxa de natalidade no Brasil é mais baixa que dos países escandinavos


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Genebra - O Brasil já tem uma taxa de natalidade mais baixa que a dos países escandinavos e em linha com as nações ricas do mundo. A constatação é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que alerta para um rápido envelhecimento da população brasileira e consequências diretas no financiamento dos esquemas de aposentadoria.

Pelos dados da entidade, cada mulher brasileira tem em média 1,8 filho. Entre os maiores países emergentes, apenas a China tem uma taxa inferior. E isso graças a um controle de natalidade rígido que permite apenas 1,5 filho por mulher. Em comparação a outros países emergentes, o cenário brasileiro é radicalmente diferente. Na Índia, por exemplo, ainda são 2,7 filhos por mulher.

Para a OCDE, o Brasil já conta com taxas de natalidade equivalentes a das nações ricas. Em países como Japão e Itália, o número de filhos por mulher é dos mais baixos do mundo, com menos de 1,4. Mas esses são casos extremos.

Na média, mulheres nos países ricos registram uma taxa de natalidade de 1,74, próximas ao do Brasil. A constatação é de que algumas das maiores economias do mundo e algumas das sociedades mais prósperas per capta já têm taxas de natalidade superiores às do Brasil.

Hoje, sociedades como a da Islândia, Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca têm mais filhos por casal do que a brasileira.O Brasil também tem uma taxa de natalidade inferior à dos Estados Unidos (2 filhos por mulher), França (1,99), Reino Unido (1,94) e Austrália.

Entre 1984 e 2009, o Brasil foi o segundo país que sofreu a maior queda na taxa de natalidade entre as 30 principais economias do mundo. Só a taxa mexicana sofreu uma queda mais acentuada.

Se a queda reduz a pressão demográfica em áreas consideradas como já problemáticas no País, a redução terá impactos econômicos para o Estado. Segundo a OCDE, a consequência no médio prazo será o envelhecimento da sociedade e a necessidade de garantir uma maior participação da população ativa no pagamento de impostos para assegurar que contas de pensões sejam garantidas.

"A consequência de uma taxa de fertilidade de menos de 2,1 filhos por mulher é um rápido envelhecimento da população brasileira", afirmou Simon Chapple, da divisão de políticas sociais da OCDE. "A população que trabalha vai sofrer uma queda e haverá maior necessidade de encorajar as pessoas mais velhas a continuar trabalhando e, portanto, pagando impostos", alertou.

As prioridades de gastos públicos também poderão ter de ser revistas. "No médio prazo, haverá uma pressão menor para destinar recursos para crianças, principalmente para abrir escolas, e maior pressão sobre os gastos com pensões e com a saúde, já que uma população mais velha exige também um serviço de saúde maior", explicou Chapple.

No médio e longo prazo, a OCDE também constata que a taxa de natalidade brasileira poderá levar a uma redução do total da população, se for mantida por pelo menos duas décadas.

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