Internacional

ONU alega que situação de hoje de Fukushima não é igual a Chernobil


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Tóquio - Autoridades internacionais, inclusive da ONU, questionaram ontem o aumento do nível de gravidade do acidente nuclear de Fukushima, de 5 para 7, ou seja, nível máximo de gravidade. O anúncio da elevação de nível na escala do desastre nuclear foi feito pelo governo do Japão na segunda-feira. Ontem, a AIEA (Agência Internacional de Energia Nuclear) classificou a situação de Fukushima como "completamente diferente" de Chernobil. O próprio governo japonês ressaltou, ao elevar a gravidade do desastre para o nível 7, que o volume de emissões radioativas equivalem a cerca de 10% do registrado na usina da Ucrânia. Em um acidente em nível 7, há consequências a longo prazo ao meio ambiente para vários país.

"O Japão está sofrendo pressão política externa. O governo japonês está sendo muito criticado pela gestão da crise pela falta de informação e demora de providências??, diz Leonam dos Santos Guimarães, da Eletrobrás. A metodologia de classificação dá margem a várias interpretações. Por exemplo, define-se que a partir de nível 5, já deve haver uma quantidade significativa de mortes relacionadas à radiação. "Quantidade de mortes não é o principal critério", diz.

"A classificação final só será dada no final, quando a crise estiver terminado", diz o especialista. "O fato deles terem colocado um novo número não muda a avaliação que eles tinham da seriedade do acidente??, diz Denis Flory, funcionário da agência nuclear da ONU. "Eles não esperaram a mudança na escala para adotar todas as medidas". Flory ressaltou que as medidas como retirada de moradores dos arredores, os alertas de radiação e as tentativas de conter vazamentos na usina refletem o reconhecimento do governo japonês, desde o princípio, da importância do acidente nuclear.

O acidente da usina nuclear de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986, é considerado o pior da história. A explosão foi de nível 7, o topo da classificação da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos.

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