Brasília - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski, defendeu ontem o fim da doação de campanha eleitoral por empresas e a criação de mecanismos para limitar os gastos dos candidatos.
Ele considerou a receita da eleição do ano passado alta, de cerca de R$ 3,3 bilhões. O valor diz respeito a candidatos, comitês e partidos. "Imagina como isso seria oneroso para os cofres públicos. Por isso, se for adotado o financiamento público, é imprescindível que coloquemos um teto."
Segundo Lewandowski, do total das receitas, R$ 736 mil vieram pela doação individual da Internet. Número que pode aumentar, segundo ele, simplificando as regras de financiamento e a doação via cartão de crédito.
Durante audiência na Câmara dos Deputados na comissão especial sobre Reforma Política, o ministro disse que o ideal seria o aprimoramento do atual modelo. "Não temos que derrubar o sistema de cima abaixo, porque nosso sistema é bom. O povo, de um modo geral, está satisfeito com o processo."
Hoje há comissões diferentes sobre a reforma política na Câmara e no Senado. Lewandowski defendeu o fim das coligações para eleições proporcionais (de deputados e vereadores), que "provocam efeito deletério nos pleitos", ao permitir que o voto dado eleja um candidato de outro partido".
O presidente do TSE disse que o voto em listas fechadas elaboradas pelos partidos, causaria "estranhamento no eleitor".